Dias atrás alguns leitores (eu inclusive) foram surpreendidos com o bravejar anônimo de um assinante, que, p... da vida, num desabrido até compreensível, manifestou seu inconformismo com os caminhos trilhados nos últimos anos pela política e pelos políticos da província.
O gentil "anônimo" não desconhece que portador de “holerite” não rasga o mesmo, como já dizia um político também aqui da terrinha!
Mas o “anônimo” tem suas razões no desabafo. Tenho para mim que é muito cedo ainda para nos preocuparmos em assistir da arquibancada as fantasias com que os futuros candidatos irão desfilar no picadeiro.
O “anônimo” elencou, entre outros, um “presidente de sindicato”. Acho que está havendo uma pequena e inofensiva maldade. Não conheço “o Tal”, mas todo “trabalhador” precisa de uma atividade remunerada que garanta o seu sustento. Mas nada impede que seja averiguado por quem de direito, o eventual “conflito de interesses”. Quem seriam os responsáveis maiores da questão? O Executivo que é o principal gerenciador do “RH” dos barnabés ou o Legislativo que está aí para fiscalizar?
Felizmente resta-nos o Judiciário para dirimir.
Recordemos a provável similaridade com o atual presidente nacional do PDT, que exerce concomitantemente a função de ministro de Estado. E a Comissão da Ética Pública não aceita o acúmulo de cargo no governo com a presidência do PDT. O nosso presidente Lula “nunca antes” da Silva também não vê isso? Sê a Comissão da Ética Pública diz que não pode é porque não pode, “uai”! Ora, ora, se não pode lá, pode cá? Agora, se puder lá, aqui então... Não seria um claro caso de mulher-de-César?
Prezado “anônimo”: se houvesse seriedade nos políticos da província, se houvesse vontade de resolver nossas pendências e necessidades, não estaríamos observando e invejando as ditosas administrações de Agudos, Pederneiras, Lençóis Paulista. Jaú, Bocaina e Marília para ficarmos aSpenas na vizinhança.
Nicanor Amaro Silva Neto