10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Férias elevam compra de seguro residencial em 40%

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

O período de férias, que geralmente se estende de dezembro a fevereiro, faz as pessoas se preocuparem mais com os bens que possuem, especialmente os imóveis. Hoje, deixar a casa sozinha por vários dias para passar uma temporada na praia, por exemplo, pode representar um grande risco de segurança e, sobretudo, de prejuízo para o bolso.

Essa situação tem motivado muita gente a recorrer aos seguros residenciais. Em Bauru, os contratos assinados nesta época têm um aumento de 40% sobre os demais meses do ano. A expectativa é de que a demanda cresça entre 8% e 12% frente ao fim de 2006 e começo de 2007.

“As pessoas procuram mais, tanto por conta da incidência de furto, quanto pelas ocorrências de danos elétricos ocasionados pelas chuvas fortes dessa época. É até um argumento de vendas que nós, corretores de seguros, damos aos clientes”, explica Leilane Strongren, diretora regional de assuntos sociais do Sindicato dos Corretores de Seguros (Sincor).

A corretora lembra que no ano passado uma casa em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) foi atingida por uma descarga elétrica em duas oportunidades. Em ambas as ocasiões, o morador não tinha seguro do imóvel e tentou ressarcimento da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), sem sucesso.

Leilane destaca que o contrato de seguro residencial é válido por um ano e cobre todos os materiais da casa, exceto jóias e peças de arte. Ela orienta, no entanto, que todos os bens da residência têm de ser comprovados durante a vistoria prévia do corretor. Caso contrário, o que não for relacionado, não será coberto pela seguradora. Outro alerta é sobre os novos bens adquiridos. A diretora destaca que eles precisam ser comunicados à seguradora.

“As vantagens que o seguro oferece, aliadas à melhoria da condição financeira da população, têm motivado as pessoas a se precaver. Elas sabem o quanto é difícil para conseguir o bem, então, não querem correr o risco de perder. Hoje, vemos pessoas da classe D pagando seguro”, destaca.

Apesar da grande demanda de clientes, Leilane ressalta que o faturamento das corretoras não aumenta na mesma proporção porque o custo do seguro residencial é muito baixo. “O nosso ganho em cima disso é muito pequeno. Mas, embora não seja o nosso décimo terceiro, ajuda na cesta de Natal”, brinca.

Em Bauru, de acordo com Leilane, as ocorrências mais freqüentes com as casas seguradas são danos elétricos, que representam 70% do total, e roubos, que equivalem a 25%.

Os incêndios representam cerca de 2% e o restante, outros prejuízos.