08 de julho de 2026
Bairros

Estudos são feitos simultaneamente

Por Da Redação | Com Jornal da Unicamp
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Pesquisadores da Unicamp, em parceria com os de outras instituições, também têm investigado como se dá a evolução da leishmaniose, um dos requisitos para combatê-la com maior eficácia. Trabalham, simultaneamente, em três frentes. Testam o extrato de própolis, o telúrio e o oxigênio. No último caso descobriram, por exemplo, que a oferta dele nas células pode diminuir as lesões cutâneas.

As úlceras na pele causadas pela leishmânia apresentam baixos índices de oxigênio. A partir dessa informação, decidiram submeter os camundongos infectados pelo parasita ao tratamento hiperbárico. O procedimento consiste em ofertar, por meio de uma câmara hiperbárica, doses de oxigênio puro, numa taxa superior à pressão atmosférica.

Com isso, é possível aumentar a concentração de oxigênio no sangue e, conseqüentemente, nos demais tecidos do corpo. “O que nós temos notado é que as lesões presentes nos camundongos submetidos a esse tipo de procedimento diminuem a cada sessão”, afirma a professora Selma Giorgio. De acordo com ela, isso abre a possibilidade de, no futuro, o tratamento hiperbárico ser empregado como uma medida complementar no combate à leishmaniose.

Uma outra alternativa de tratamento é a droga à base de extrato de própolis, já patenteada. O própolis tem propriedade de combater bactérias e fungos. Neste caso, inicialmente os ensaios foram realizados in vitro. Ou seja, os cientistas tomaram culturas de células e adicionaram a leishmânia. Assim que o protozoário infectou as células, eles aplicaram a droga.

“Nós pudemos verificar que, após a administração do fármaco, as culturas celulares apresentaram uma redução significativa do número de parasitas”, conta a professora Selma Giorgio. O passo seguinte foi a realização da experiência in vivo. Para isso, a equipe do IB utilizou uma linhagem especial de camundongos. Os trabalhos contam com a colaboração da professora Maria Cristina Marcucci Ribeiro, da Uniban.

A segunda droga testada pelos pesquisadores leva o telúrio na sua composição. Conforme a professora Selma Giorgio, os ensaios in vitro e in vivo com o fármaco se mostraram promissores. “Também nesse caso, nós ainda temos que aprofundar os estudos. O processo de síntese do composto, desenvolvido por Rodrigo Cunha, da Unifesp, já foi patenteado. Entretanto, nós precisamos entender melhor como a substância ativa age no combate ao protozoário”, esclarece.