É bastante pitoresco quando um parlamentar ou autoridade de conselho, secretaria ou agência reguladora se interessa em levar vantagem financeira a título de proteger o “povo”.
Agora é a Resolução 203 e sua regulamentação do “sábio” Contran.
Como contribuinte comum, condutor de motocicleta e integrante do 1º Moto Clube do Brasil e 4º do planeta, coloco que as novas “regretas” de trânsito, tidas como protetoras para condutores e passageiros mas, em realidade, servem apenas ao erário público como arrecadoras de multas, lobbies de empresas espertalhonas para ampliar seus faturamentos e melhorar o rendimento de policiais e agentes de trânsito corruptos, aproveitando-se da falta de informação do “pseudo” infrator.
Capacetes para motociclistas: a entrada em vigor, após algumas prorrogações, demonstra que as autoridades “inventoras” não tinham, como ainda não têm, algumas soluções para questionamentos da Associação Brasileira de Motociclismo (AMO), como por exemplo os capacetes importados, que são qualificados e atestados em padrão internacional de segurança e que não dispõem do selo do Inmetro. Ainda não teve respostas. Um capacete deste custa em média R$ 1.500,00. Terá que ser jogado no lixo?
Adesivo refletivo: será que outros contudores que não conseguiram ver uma moto ou triciclo com toda sua iluminação de segurança obrigatória com permanência de faróis e lanternas ligados, quando em movimento, irá enxergar um minúsculo adesivo de 18cm2 - 6cm x 3cm ? Uma fabrica multinacional de adesivos refletivos - monopólio no Brasil - já está faturando milhões com estas novas regras.
Oculos motociclístico: o modelo desenhado no anexo da Resolução é de borracha, especifico para esportes como trail, country trail e motocross. Foi generalizado para usos em cidades e rodovias para trabalho e lazer. Existem outros modelos específicos mais seguros, funcionais para usos não esportivos que não foram citados.
Para estes não exigiram a certificação do Inmetro, acredito que é para todos comprarem enquanto alguma marca se certifica, e quando isto ocorrer, exigir o selo, proporcionando mais faturamento para as indústrias. Atualmente não existe no país nenhuma marca certificada. Isto é o mesmo que os kits de primeiros socorros, lembram?
Os “doutos” conselheiros deveriam se preocupar com as estradas sem sinalização, esburacadas, as famosas rodovias da morte; resolver o problema de cinto de segurança para ônibus; punir com rigor e tirar das ruas condutores embriagados; acabar com as industrias de fornecimentos de carteiras de habilitação a base corrupção e principalmente só habilitar o(a) condutor(a) de uma moto com condição real de pilotá-la. O que hoje não se tem certeza. Os habilitados saem com suas “carteirinhas” apenas com uma mínima noção para se equilibrar em cima de uma moto.
Roberto Cortez