Telaviv - Um ataque aéreo israelense matou pelo menos dois membros do Hamas, ontem, em Gaza. Houve também um segundo ataque que não deixou vítimas. Já são pelo menos 36 mortos desde terça-feira, no que pode ser a maior ofensiva israelense desde que o Hamas passou a controlar a Faixa de Gaza.
No mesmo período, militantes do grupo islâmico dispararam cerca de 200 foguetes e morteiros contra o território de Israel, mas não foi divulgado o número oficial de feridos. Uma porta-voz do Exército israelense disse que as forças armadas locais realizaram duas ofensivas no norte de Gaza contra lançadores de foguete, sem especificar exatamente onde.
Anteontem, aeronaves israelenses atacaram um prédio do governo palestino no centro de Gaza, matando uma mulher e ferindo pelo menos 30 pessoas, entre elas crianças. Na quinta, Israel havia anunciado o fechamento de todos os acessos na fronteira com a faixa de Gaza, permitindo apenas a circulação de ajuda humanitária.
No dia seguinte, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que fosse interrompida a escalada de violência na região, que ameaça as negociações de paz entre israelenses e palestinos, retomadas em novembro sob patrocínio dos Estados Unidos.
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Corpos
Beirute - O líder do Hizbollah, xeque Hassan Nasrallah, disse ontem que o grupo xiita radical libanês mantém partes de corpos de soldados israelenses deixados nos campos de batalha do Líbano durante a guerra do país e do grupo em 2006.
"Eu digo aos israelenses, nós temos as cabeças de seus soldados, nós temos mãos, nós temos pernas’’, disse Nasrallah a milhares de seguidores em uma transmissão televisionada em Beirute, durante a Ashura, evento sagrado para os xiitas.