08 de julho de 2026
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Arquitetura: o que é certo e o que é errado?


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Arquitetura é sinônimo de felicidade. Ou será o contrário? Pessoas que se colocam como modernas, provam que nada entendem de história. Essa época, anos 20 e 30, do século passado, está focada nos anais. Por todo o sempre, para diferenciar das simples cavernas, que cumpriam muito bem o papel de abrigo, as pessoas buscaram realizar sonhos de se sentirem diferenciadas. Assim sendo, pesquisadores compreenderam as necessidades do ser humano em marcar época e presença na história. A eles foi dado o nome de arquitetos, função até então, exclusiva dos homens, a quem cabia a produção de bens. Os tempos passaram e passarão. Muitas foram e serão as formas buscadas para satisfazerem as “diferenças” de identificação dos seres humanos.

Há muito se compreende que a habitação e qualquer espaço construído ou qualquer interferência na paisagem natural “falam” o que querem significar. È interessante verificar que cada espaço tem a “cara” do usuário, seja ela pessoa física ou jurídica. Até mesmo os espaços públicos identificam e traduzem o comportamento daquela sociedade. Uns se preocupam mais com a ”fachada”, outros com o “interior”. Os mais avisados se preocupam com o todo e também com a região em que estão construindo. Por questões de gosto e de possibilidades, buscam conciliar todos os interesses para a realização do sonho da casa própria.

Importante lembrar que todos os projetos de construção que tiveram na sua concepção a mão do arquiteto têm uma identidade e uma beleza ímpares. Sem contar com a certeza de uma valorização maior no mercado imobiliário. Por que então criticar certa falta de “modernidade” nas ações desses profissionais que interpretam e equalizam as intenções; as necessidades; as possibilidades e todos os vetores que incidem no sonho de cada pessoa, família, sociedade ou instituição? Tudo isso é cenográfico e dura o tempo das nossas necessidades e de nossa capacidade. Estamos falando de contemporaneidade, do “estilo” contemporâneo que a cada momento se transforma pelas mãos e interpretações desses profissionais e de seus clientes. Afinal, “estilo” isso ou aquilo é mera determinação didática ou geográfica.

Diria que se o importante é falar em estilo o melhor mesmo é o romântico, quando profissional e usuário conquistam, apaixonadamente, um espaço que viabilize a verdadeira felicidade. Arquiteto Eduardo Kneese de Melo, importante profissional da primeira metade do século passado, já dizia... “Arquitetura é atribuição de Arquiteto”.

O autor, Hedivaldo Canho, é arquiteto e presidente do Núcleo Regional Bauru do Instituto de Arquitetos do Brasil