• Tempo ruim
Para quem circula pela cidade nesta época de abundância de águas, período que deve se estender pelo menos até o mês de março, a hora não é boa para medir a popularidade da administração municipal junto aos moradores. E a explicação é bastante simples. As chuvas ploriferam os buracos, o asfalto velho abre outras crateras, dezenas delas, e a lama das ruas de terra se espalha pela periferia.
• Mais lembrado
Com este cenário, basta imaginar quem é o agente político mais lembrado, todo dia, a cada enfrentamento dos problemas nas ruas. Vale lembrar que em relação às ruas de terra Bauru conta com nada menos que 350 quilômetros de vias sem pavimento. Com a temporada das águas no auge, dá para ter uma noção do humor das pessoas que precisam enfrentar essa situação.
• Doação de área
Os vereadores terão de demonstrar muito equilíbrio na sessão extraordinária de hoje ao avaliar o projeto de lei que pretende buscar autorização para que o Executivo receba áreas de volta do Instituto Primeiro de Agosto (Iprespa), no Núcleo Geisel, e em seguida destine uma parte para a construção futura do novo Fórum, além de uma parte para a abertura de vias e regularização de alças para a rodovia Bauur-Jaú n região.
• Separando fatos
É que o fato objetivo da reversão de doação de área precisa avançar para que o Poder Judiciário não encontre dificuldades em prosseguir com as ações visando buscar recursos para a construção de um novo Fórum. E, por isso, o parlamento local terá de ter sabedoria e não misturar esse episódio com fato político. Qualquer emenda que tenha a intenção de discutir o projeto enviezadamente certamente travará o objetivo inicial do mesmo.
• Sem abono à vista
A prefeitura ainda vai divulgar oficialmente o dado, mas já se sabe, de fonte da Secretaria de Finanças, que os recursos recebidos em 2007 pela área de educação foram totalmente utilizados. Pode até ter sobrado um troco, mas nada que permita ao governo local distribuir abono aos professores. Aliás, há uma reação entre o funcionalismo. É que em 2007 a administração reclassificou o piso dos professores e deu uma ajeitada no ganho dos médicos. O restante terá, no máximo, a reposição da inflação em março.
• Provão eleitoral
Entidades de classe e movimentos sociais organizados de Januária, município de 63 mil habitantes, no Norte de Minas, vão pedir que o juiz eleitoral da comarca aplique teste os candidatos a vereador e prefeito suspeitos de serem analfabetos. A iniciativa é da Associação dos Amigos de Januária (Asajan), entidade que se tornou referência regional no combate à corrupção, e conta com apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do comitê municipal do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
• Sem analfabetos
As entidades vão sugerir que o teste a ser aplicado seja de leitura, interpretação de texto e escrita. Quem não atingir nota mínima, a ser definida pelo juiz eleitoral, teria o registro de sua candidatura negado. O presidente da Asajan, Cleuber Carvalho Oliva, afirma que políticos analfabetos causaram estrago enorme ao progresso e desenvolvimento do município.