08 de julho de 2026
Internacional

Mulher e hispânico são apostas de Hillary

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Analistas das eleições americanas afirmam que os votos das mulheres e da população hispânica serão fundamentais para a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton na chamada “Super Terça-feira”, dia em que 20 Estados realizam as suas primárias de uma só vez, marcada para 5 de fevereiro.

A análise tem por base o desempenho de Hillary em Nevada, com 25% de população hispânica e onde a ex-senadora ganhou do seu rival Barack Obama por 50,7% a 45,2%, na disputa pela indicação do partido democrata para concorrer à presidência da República dos EUA.

Na sondagem feita com os participantes do “caucus” (assembléia eleitoral) democrata, a senadora ganhou com metade dos votos de eleitores brancos e cerca de dois terços dos votos hispânicos. Entre as mulheres, que constituíam 59% dos participantes do “caucus” democratas, a senadora obteve 515 dos votos contra 38% do pré-candidato Barack Obama.

Análises mostram que a ex-primeira-dama conseguiu angariar o voto feminino principalmente a partir de New Hampshire, onde obteve 46% dos votos das mulheres ante 34% para Obama. Antes de New Hampshire, o também senador Obama tinha a preferência do eleitorado feminino. Em Iowa, onde bateu Hillary e ganhou projeção nacional, o democrata obteve 35% dos votos das mulheres, ante 30% dessa preferência dada à Hillary.

Enquete divulgada anteontem pela rede de TV americana CNN mostra que a ex-primeira-dama perdeu apoio entre os eleitores afro-americanos, que agora preferem o senador por Illinois Barack Obama.

Na pesquisa, 59% dos afro-americanos democratas apóiam Obama para a candidatura presidencial de seu partido, enquanto 31% dos entrevistados dizem que votarão na senadora por Nova York Hillary Clinton.

“A enquete revela que os afro-americanos mudaram claramente sua opinião sobre Obama”, afirmou o analista político Bill Schneider, da “CNN”. A comunidade negra se mostrou inicialmente crítica com a candidatura de Obama, “porque achava que um afro-americano não poderia ser eleito presidente dos Estados Unidos”, explicou Schneider.