A evolução do quadro de saúde já indicava e ontem o resultado do exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz confirmou: Frank Wesley Cunha de Oliveira Santos, 14 anos, que mora em Bauru, não tem febre amarela. Ele apresentou sintomas da doença após participar de uma pescaria em Mundo Novo (Mato Grosso do Sul), região considerada endêmica pelo Ministério da Saúde.
O resultado do exame chegou ontem à Secretaria Municipal de Saúde. O adolescente, que mora com a mãe nas imediações da Vila São Paulo, está bem de saúde, desenvolvendo todas as atividades rotineiras. Ontem, inclusive, estava passeando na casa do seu avô. Mas quando chegou do MS, apresentava febre, não conseguia engolir e sentia muitas dores pelo corpo, conta a avó, Geni Cunha de Oliveira, que suspeitou de febre amarela e falou sobre o assunto na unidade de saúde.
A coleta de material para exame foi realizada no início da última semana, de maneira preventiva, lembra a Secretaria Municipal de Saúde através da assessoria de imprensa da prefeitura. Durante o período entre a coleta de material e o resultado do exame, o paciente recebeu atendimento médico e a evolução do seu quadro de saúde está sendo acompanhada pela equipe da Vigilância Epidemiológica do Município, segundo a assessoria de imprensa.
O Departamento de Saúde Coletiva orienta, mais uma vez, que a vacina contra febre amarela é aplicada prioritariamente em pessoas com viagem marcada para regiões consideradas endêmicas. Além disso, quem tomou a última vacina há menos de 10 anos não precisa receber nova dose, evitando assim efeitos colaterais causados pela superdosagem.
Porém, as unidades básicas de saúde continuam lotadas de pessoas que afirmam que vão viajar para região de risco e, por isso, procuram a vacina. Neste ano, oito pessoas já morreram vítimas da doença no Brasil. Em regiões endêmicas, como o Mato Grosso do Sul, há campanhas para vacinar os visitantes desprotegidos.
Pescador
O pescador Sérgio Andrade Moreira, que mora em Bauru e é ex-prefeito de Avaí, por exemplo, tomou a vacina em Aquidauna, na semana passada, para onde viajou para cuidar do rancho destinado à pescaria. “Lá tem campanhas de vacinação, inclusive com a ajuda do Exército. Mas só consegui tomar a vacina no segundo dia. No dia que chegamos, a fila estava muito grande. Mas depois havia equipe de vacinação de casa em casa”, relata.
Atualmente, período em que a pescaria está restrita por causa da piracema, a preocupação é com os viajantes de ecoturismo. “Nesta época do ano, é normal ter muito estrangeiros por lá e desta vez não vi nenhum grupo nos dez dias que fiquei lá para dar uma garimbada no rancho”, completa.