08 de julho de 2026
Esportes

Tênis

Por Texto - Gabriel Pelosi | Consultor - Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 4 min

Guilherme Destefani

Guilherme Destefani, bauruense e atleta do BTC, começou muito bem a temporada de 2008. Disputou dois torneios (categoria 16 anos) pelo Circuito Paulista (apesar do nome, é de âmbito nacional): No primeiro, jogado no Clube Esperia, chegou à semifinal. No segundo, no Clube Paineiras do Morumby, foi vice-campeão. Nesta semana, o circuito dará uma parada para a disputa da Copa São Paulo, que acontece no Clube Pinheiros. Nesse torneio Guilherme terá a companhia dos baurenses: Pedro Scocuglia, Diógenes Neto, Vinicius Destefani (seu irmão) e Daniel Butamante.

Guga

Gustavo Kuerten anunciou na semana passada o fim de sua brilhante carreira. Com ‘pinta’ e jeito para o surf, optou pelo tênis. Viu seu pai Aldo falecer quando ainda era criança e, por um pedido do pai, foi treinar com Larri Passos. O gaúcho de Novo Hamburgo ensinou a Guga não só os segredos do tênis, mas também que é preciso dedicação total. Em 1997, quando tinha 20 anos, o desengonçado e cabeludo Guga conquistou seu primeiro grande título na carreira e logo em Roland Garros (templo sagrado do saibro). Depois mais dois torneios em Paris foram conquistados, ao todo venceu 20 grandes torneios. O Masters Cup de Lisboa em 2000 foi inesquecível, com vitórias sobre Pete Sampras na semifinal e André Agassi na final. Com esta conquista chegou ao topo do ranking, posto que ficou por 43 semanas. As dores no quadril começaram a aparecer e durante o US Open de 2001, ficou evidente que o problema era grave. Depois foram mais quatro anos com poucas conquistas e duas cirurgias. A vitória sobre Roger Federer em Roland Garros 2004 com triplo 6/4 nos encheu de esperanças, mas na verdade foi sua última grande vitória. Guga ainda terá pela frente mais alguns torneios, mas pouco deve produzir. Não importa. Tudo que ele fez foi fantástico e que sirva de exemplo para os jovens. Obrigado Guga!

Larri Passos

Técnico de Gustavo Kuerten por quase toda sua carreira, Larri Passos se emocionou durante entrevista à Rede Globo ao falar do tricampeão de Roland Garros, após o jogador anunciar sua despedida na última terça feira. “Guga foi tudo na minha vida. Foi a esperança de eu tentar levar um jovem ao topo. Depois me abriu portas, estendeu um tapete vermelho para que eu passasse em qualquer parte do mundo com tudo que ele fez”, disse o gaúcho que ainda fez um pedido: “Quando forem falar do Guga, pensem em tudo o que ele fez”. Larri treinou Guga desde sua infância, ficou apenas por pouco mais de um ano afastado do campeão entre as temporadas de 2005 e 2006.

Saretta

Flavio Saretta, atual 188 do mundo, que pretendia voltar às quadras no Brasil Open 2008, recebeu a notícia que não receberá ‘wild card’ (convite) para jogar o torneio, como pretendia. “Às vezes me pergunto por que essas coisas acontecem. Será que é política? Será que não vão com a minha cara? Adoraria pensar que isso não ocorre por motivos pessoais, mas fica difícil”, disse Saretta em seu blog. No entanto, o tenista mostrou respeito e disse que os que receberão o convite também são merecedores. Ao todo, serão dados três ‘wild cards’. Um vai para Gustavo Kuerten, o outro para o jovem Thomaz Bellucci, principal esperança brasileira e o último deverá ser dado a Marcos Daniel, caso não consiga entrar por seu próprio ranking (atualmente precisa que quatro jogadores da chave principal desistam do evento). Daniel é no momento o melhor brasileiro no ranking mundial.

Proposta para entregar

Dono de 41 títulos na carreira em duplas, três de Grand Slam, o indiano Maheshi Bhuphati confessou ontem ter recebido proposta de suborno para entregar um duelo de Copa Davis no início de sua carreira na década de 90. As declarações foram dadas à agência Reuters: “Não chegaram a mim em um torneio da ATP, mas sim em um jogo de Copa Davis na Índia há 10, 12 anos”, relatou o veterano de 33 anos. “Imediatamente eu mudei meus telefones e nunca mais tive uma ligação dessas. Isso me assustou”, continuou Bhuphati, que é mais um a confessar ter recebido proposta para entregar jogos. Ele segue a linha de Arnauld Clement e dos brasileiros Flávio Saretta e Marcos Daniel.

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Dica

Se você é um jogador que está sempre tentando desenvolver seu nível técnico, uma maneira rápida de melhorar sua movimentação de pés é dar um pequeno pulo com ambos os pés sempre que você ouve o som de seu oponente golpeando a bola, ou no exato momento que a raquete dele encontrar com a bola. Fazê-lo facilitará sua arrancada em direção à bola que se aproxima, muito mais rapidamente, que se ficasse com os pés plantados no chão.

Curiosidade

A partida entre o australiano Lleyton Hewitt e o cipriota Marcos Baghdatis, no último sábado, jogada na quadra central (Rod Laver Arena), no Grand Slam da Austrália, quebrou um recorde do torneio. O jogo é agora o que terminou mais tarde na história, às 4h43 da madrugada, superando a partida entre o italiano Andréas Seppi e o americano Bobby Reynolds que havia terminado às 3h34, horário australiano. A partida de Hewitt e Baghdatis durou 4h45, pouco antes Roger Federer precisou de 4h27 para superar Janko Tipsarevic por 10/8 no quinto set.