09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cafezinho do povo


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Já dizia o meu velho avô: “Os lobos perdem o pêlo, mais não perdem o vício”. A Câmara Municipal de Bauru publicou portaria proibindo os munícipes de tomarem de vez em quando em suas dependências um cafezinho, que diga-se de passagem é pago por todo nós. E antes de sair a “patética publicação”, funcionários do Legislativo já informavam as pessoas que por ali circulam que o café só seria servido para funcionários da Câmara, das 10h às 10h30 e das 15h às 15h30.

É de estranhar e causar perplexidade um controle tão abrupto para um acontecimento absolutamente simples. No entanto, até hoje o nosso Legislativo não diminuíu as férias do meio do ano para os vereadores, atitude esta já tomada pela Câmara Federal e Assembléia Legislativa de São Paulo. Mas o aumentinho de mais de 50% nos próprios salários foi feito rapidinho e a toque de caixa. Oras, se o Legislativo bauruense está com problemas de despesas e por isto precisa conter os gastos, não dá para entender o porquê de todo final de ano devolver dinheiro para o Executivo. É demagogia barata ou genérico de populismo para ganhar espaços na mídia?

E por falar em Câmara, é necessário analisar juridicamente se a remodelação de sua praça feita e bancada financeiramente pela Igreja Universal do Reino de Deus não descumpre os Artigos 19 e 220 da Constituição Federal, que alertam que o Estado brasileiro é laico e, portanto, não deve estabelecer parcerias com entidades religiosas. Quanto ao cafezinho, as eleições estão aí e o povo não ira esquecer este escárnio travestido de democracia.

PS1- A Prefeitura fez um acordo de dividas com a CPFL, aprovado pela Câmara Municipal de Bauru, cujo um dos pontos acertados seria a iluminação de toda a cidade. No entanto, Bauru, em vários lugares, quando chega à noite se transforma numa escuridão total para Príncipe das Trevas nenhum colocar defeitos. Onde andarás a fiscalização do Legislativo e do Executivo?

Pedro Valentim