11 de julho de 2026
Geral

Apeoesp faz reunião contra terceirização de serviços

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 1 min

Funcionários de escolas públicas de Bauru se reúnem hoje para discutir a terceirização dos serviços públicos anunciada pela Secretaria de Estado da Educação. Segundo Edmar Oga, conselheiro do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a terceirização das escolas significa a privatização do ensino.

Os setores que passariam pela mudança seriam o de limpeza e de merenda. “É contraditório remanejar os funcionários que estão na escola há muito tempo e entrosados com a comunidade”, explica. Ele informa que atualmente 25 escolas em Bauru sofrem com o remanejamento de funcionários das instituições de ensino médio e fundamental.

A Secretaria de Estado da Educação irá contratar cerca de 20 mil funcionários temporários, com prazo máximo de trabalho de 12 meses. A contratação de temporários irá atender determinação do Ministério Público do Trabalho para demissão de funcionários contratados via Associações de Pais e Mestres (APMs).

Neste período a secretaria irá realizar pregões para terceirizar os serviços de limpeza e produção de merenda onde houver necessidade. Discordando da decisão, a Apeoesp anunciou que vai coletar assinaturas de pais, alunos, comunidade escolar, funcionários e professores e enviar documento à Secretaria de Estado da Educação.

Além disso, o sindicato reivindica 150% de perdas salariais, abertura de concurso para todas as áreas da educação e reabertura de 8 mil salas de aulas fechadas em todo o Estado e salas de aula com, no máximo, 25 alunos. A reunião será às 19h30 na rua Araújo Leite, 7-57, no Centro.