10 de julho de 2026
Bairros

Fehidro e Fórum Pró Batalha terão R$ 443 mil para reflorestar nascentes

Da Redação
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Afluentes responsáveis pela formação dos rios Bauru e Batalha estão sendo alvo de atenção redobrada e vão receber verbas do governo estadual através do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). Uma área de 24 hectares vai ser recuperada com a plantação de árvores e vegetação nativas a partir da destinação, já autorizada, de recursos provenientes do Fehidro, no valor de R$ 336 mil, e contrapartida do Fórum Pró Batalha de R$ 107,5 mil.

O plantio contempla 14 hectares ao longo das margens e proximidades do córrego Capim Fino, formador do córrego Campo Novo, afluente do rio Bauru. A iniciativa soma-se à preocupação em preservar o manancial, com o advento da futura Estação de Tratamento de Esgoto. Para o Projeto Batalha VII a previsão é recuperar um total de 10 hectares com mata nativa a ser plantada nas margens do córrego Lagoa Dourada, também conhecido, como “Batalhinha”, afluente da margem esquerda do Batalha, um aliado imprescindível na recarga do reservatório de água natural que abastece quase a metade da população bauruense.

A área do córrego Capim Fino, afluente do Campo Novo, será recuperada em um trecho a partir da margem direita da rodovia Bauru/Agudos. No ponto onde o curso d’água junta-se ao córrego Campo Novo, afluente do rio Bauru, que faz a divisa com o município de Agudos. Já o Lagoa Dourada, que junta-se ao rio Batalha, esta localizada no município de Piratininga, atrás do Novo Distrito Industrial à esquerda da rodovia Bauru/Ipaussu.

De acordo com a presidente do Fórum Pró Batalha, engenheira Nilcéia Paes Lourenço, seis projetos já foram concretizados, contemplando a bacia hidrográfica do rio Batalha, sendo o primeiro projeto nas nascentes da Fazenda São Benedito, na Serra dos Agudos. Outros quatros projetos foram desenvolvidos em áreas mais degradadas ao longo do rio incluindo o córrego São José e partes do córrego Lagoa Dourada, desde a sua foz, no rio Batalha, até a ponte de madeira da estrada de acesso à fazenda Santa Madalena, trechos considerados fundamentais à preservação da mata nativa.

O desenvolvimento dos seis projetos na Bacia do Batalha e conseqüente plantio de matas nativas alcançou a mancha existente de 230 hectares de mata ainda preservada, considerada um fragmento florestal com a mesma característica do cerrado com mata atlântica em transição. “O projeto “Batalha VII” visa agora a recuperação das margens do córrego Lagoa Dourada na sequência do projeto Batalha VI por mais aproximadamente três quilômetros”, explicou Lourenço.

As matas ciliares funcionam como filtros, retendo defensivos agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam transportados para os cursos d’água, afetando diretamente a quantidade e a qualidade da água. Ao todo, o Fórum Pró Batalha conseguiu reflorestar 202 hectares de áreas desmatadas devido à ação predatória do homem.