09 de julho de 2026
Polícia

Juiz nega revogação de prisão de PMs

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O pedido de revogação da prisão preventiva de quatro dos seis policiais envolvidos na morte do adolescente Carlos Rodrigues Júnior, 15 anos, no Mary Dota em dezembro passado, foi indeferido na tarde de ontem pelo juiz Benedito Antônio Okuno, da 1ª Vara Criminal. Os advogados de defesa dos policiais informaram que entrarão no Tribunal de Justiça com pedido de habeas corpus para seus clientes.

O pedido foi protocolado pela defesa cabo Gerson Gonzaga da Silva e soldados Juliano Arcângelo Bonini, Ricardo Ottaviani e Maurício Augusto Delasta, no início da semana. Ontem à tarde, o juiz Bendito Okuno indeferiu a revogação da prisão e manteve os acusados no Presídio Militar Romão Gomes, na Capital.

De acordo com Sérgio Mangialardo, um dos advogados dos quatro PMs, a defesa buscará a liberdade de seus clientes através do pedido de habeas corpus. “Que já está sendo encaminhado ao Tribunal de Justiça”, informa.

Além dos quatro policiais, também estão presos o tenente Roger Marcel Vittiver Soares de Souza e o soldado Emerson Pereira. A prisão preventiva dos policiais foi decretada no último dia 18. Eles já estavam cumprindo a prisão provisória na unidade da Capital desde o dia 16 de dezembro.

Processo administrativo

Na manhã de ontem, a mãe e as irmãs de Rodrigues Júnior prestaram depoimentos na sede do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPMI) para o processo administrativo que foi aberto para avaliar a conduta dos policiais envolvidos na morte do rapaz.

O processo administrativo apura se a conduta individual de cada envolvido revela incompatibilidade com a função policial. Os processos administrativos da PM resultam em pena que vai desde a uma simples advertência à demissão do policial.

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Indenização

Em visita a Bauru na tarde de ontem, o governador José Serra não divulgou o valor da indenização que deverá ser paga à família do adolescente Carlos Rodrigues Júnior. Ele disse que o valor deverá ser anunciado até o final do mês. O governador também informou que no final do processo, caso a Justiça determine um valor superior, o Estado irá completar a soma. Caso seja menor, o total será mantido.

Desde o início da semana há rumores de que o valor já estaria definido. Especulam se quantias de R$ 50 mil até R$ 400 mil. O Jornal da Cidade entrou em contato com a Procuradoria do Estado, que informou que o valor deverá ser anunciado pelo Palácio dos Bandeirantes. O grupo de trabalho composto para avaliar o caso tem até o próximo dia 3 para calcular a indenização.