Roma - Apesar do alerta que fez ao Senado ontem, o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, não obteve o voto de confiança da Casa e caiu. O fim de seu governo, disse Prodi, 68 anos, aos senadores no Palácio Madama, geraria um “vácuo de poder” que deixaria vulnerável a economia italiana. “A Itália corre o risco de cair num ciclo econômico negativo, o qual terá de enfrentar com estruturas ainda imperfeitas”.
Resultado da votação foi 161 contra, 156 a favor e uma abstenção. Não surtiu efeito o apelo nem foi suficiente a decisão de Nuccio Cusumano, senador da Udeur, partido que abandonou recentemente a aliança governista, de votar com Prodi. A Udeur (União dos Democratas pela Europa), pequeno partido democrata-cristão, foi o pivô da atual crise de confiança em Prodi.
Sem maioria no Senado, Prodi se viu forçado a pedir um voto de confiança. Na Câmara, onde tinha maioria ampla, o premiê teve a confiança aprovada na quarta-feira. Mas no Senado não teve a mesma sorte. A derrota do primeiro-ministro já era dada como certa pela imprensa, que calculava ser muito difícil a conquista da maioria dos votos depois da saída do Udeur.