Quem passou pela quadra 6 da rua Rio Branco, no Centro de Bauru por volta das 10h30 de ontem, presenciou um manifesto do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região - Conlutas. Com carro de som, sindicalistas protestaram contra a demissão, por parte do Santander, de uma bancária que estava em licença médica.
A entidade distribuiu folheto aos transeuntes no qual a demissão foi classificada como injusta e covarde. A bancária demitida tem 43 anos de idade e trabalhava no Santander há 21 anos. Marcos Lenharo, diretor do sindicato, ressalta que além da bancária estar em licença médica, ela foi comunicada sobre seu desligamento por telegrama. “Isso é um absurdo”, frisou Lenharo.
O Sindicato dos Bancários tentou contatar a gerência do banco para reverter administrativamente a demissão, mas não obteve êxito, segundo Lenharo. “Demos com a porta na cara”, diz ele. No folheto distribuído à população, o sindicato frisa que o Santander teve um lucro de R$ 2,3 bilhões em 2007.
De acordo com Lenharo, como a funcionária é arrimo de família - é viúva e tem dois filhos -, ela fez a homologação do contrato para receber os salários. Agora, ela irá decidir se entrará ou não na Justiça para tentar anular a demissão. “A demissão foi ilegal porque durante licença médica o contrato de trabalho fica suspenso”, explica Lenharo.
Ele ressalta, no entanto, que o protesto de ontem foi também contra outras demissões feitas pelo banco. O JC procurou a assessoria de imprensa do Santander, que funciona em São Paulo, mas como ontem era feriado de aniversário da Capital, ninguém atendeu. Em Bauru, a informação do banco é que apenas a assessoria de imprensa poderia se pronunciar sobre o assunto.