09 de julho de 2026
Geral

Asfalto cede e deixa Tibiriçá ‘ilhado’

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

A forte chuva que caiu no Distrito de Tibiriçá, anteontem à noite, rompeu o aterro que sustenta a ponte de acesso ao local, deixando a população ilhada. A fissura no asfalto, de quatro metros de profundidade e quatro de largura, obrigou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) a interditar parte do trevo que liga a rodovia Marechal Rondon ao distrito, para evitar acidentes. A estrutura da ponte não foi abalada.

A população só consegue deixar ou chegar a Tibiriçá através da estrada vicinal Arthur Sartori, que dá acesso ao quilômetro 365 da Rondon, nas proximidades do Posto Garcia. Como a via é de terra e também foi prejudicada pela chuva, uma máquina niveladora da Secretaria de Obras de Bauru teve de fazer alguns reparos para facilitar a passagem dos veículos, ontem.

De acordo com Edison Cavalieri, diretor distrital de Tibiriçá, o asfalto cedeu por volta das 23h de sexta-feira, quando o volume de água do rio Barra Grande, que passa sob a ponte de acesso ao distrito, aumentou com a chuva e provocou o desmoronamento da cabeceira da estrutura. Por sorte, um ônibus que transportava cinco passageiros não atravessou a ponte no momento em que o asfalto cedeu. O motorista teria percebido o início da fissura e decidiu não prosseguir com o veículo.

As obras de recuperação do acesso devem começar amanhã. “Teremos de fazer a restauração com sacos de terra e pedra. Se não chover, esperamos concluir o serviço até quarta-feira”, comenta Cavalieri.

Ele recomenda aos moradores de Tibiriçá só deixar o distrito em caso de extrema necessidade, já que a vicinal, que agora é o único acesso ao local, não apresenta boas condições de tráfego. “Vamos deixar a máquina (niveladora) em Tibiriçá para fazer a manutenção constante da via.”

Os ônibus que fazem o transporte coletivo de Bauru a Tibiriçá estão parando no trevo de acesso ao distrito, onde os passageiros são baldeados para uma van, que completa o percurso pela vicinal de terra.

“A estrada tem que ser recuperada o quanto antes, porque quem precisa ir e vir de Bauru todos os dias, como eu, terá um gasto a mais de combustível e de tempo”, reclama Keller Arantes Gomes, presidente da Associação dos Produtores Ouro Branco, de Tibiriçá.

A reportagem não conseguiu contato com o secretário de Obras de Bauru, Paulo Brittes, para avaliar o valor do prejuízo.