São Paulo - A Secretaria Estadual da Educação definiu que a melhora na nota média dos alunos de uma escola não será suficiente para que diretor, professores e funcionários recebam o prêmio financeiro por desempenho instituído pelo governo de SP.
A bonificação, que será paga uma vez ao ano, poderá chegar ao equivalente a três salários. Para receber o prêmio, a escola terá de melhorar o desempenho da maioria dos alunos - e não apenas de alguns.
Para chegar a esse resultado, o governo decidiu dividir os estudantes em grupos segundo os seus patamares de notas com base no Saresp (exame do governo estadual). Serão mais bem avaliadas as unidades que tiverem a maior proporção de alunos que subiram de patamar (por exemplo, do grupo com nota “insuficiente” para “adequado”).
As bases serão o Saresp de 2005 e o de 2007. Os resultados da prova de 2006 ainda não foram divulgados. Esse indicador de desempenho de alunos será aliado às taxas de repetência e evasão das escolas para definição do bônus. Juntos, representarão 70% da avaliação das unidades. Nos demais 30% serão considerados as ausências dos servidores e indicadores de gestão.
Segundo o pesquisador Francisco Soares, um dos escolhidos pela secretaria para desenvolver o sistema, a idéia é valorizar as escolas que melhorarem o conjunto dos estudantes. Por isso, diz, não foram utilizadas apenas as médias. A quantidade de patamares de desempenho e as notas que limitarão esses níveis ainda estão sendo definidas.
O modelo foi apresentado anteontem pela secretaria para diversos educadores. O governo afirma que destinará R$ 1 bilhão às bonificações. Parte dos recursos (cerca de R$ 600 milhões) foram transferidos da gratificação que considerava apenas a freqüência dos professores.