10 de julho de 2026
Internacional

Atentado na Síria mata líder militar do Hizbollah; EUA comemoram

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Beirute - O grupo xiita libanês Hizbollah anunciou ontem que um de seus mais altos dirigentes, que constava na lista dos terroristas mais procurados por Estados Unidos e Israel, morreu na noite de anteontem, quando uma bomba plantada em seu carro explodiu num bairro de Damasco, capital da Síria.

Imad Mughniyeh, 45 anos, era tido como chefe militar do Hizbollah e mentor de uma longa lista de atentados que deixaram centenas de mortos. Os EUA, que ofereciam US$ 25 milhões por informações que levassem a sua captura, a mesma quantia estipulada pela cabeça de Osama bin Laden, disseram que sua morte “torna o mundo um lugar melhor”.

A Casa Branca responsabiliza Mughniyeh pelos ataques a bomba de 1983 contra a embaixada americana em Beirute e contra o alojamentos de militares norte-americanos e franceses na mesma cidade, que mataram mais de 350 pessoas. Mughniyeh também estaria por trás de seqüestro e morte de ocidentais no Líbano ao longo da década de 80. O governo israelense acusa Mughniyeh de ter organizado os atentados contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, em 1992, que matou 29 pessoas, e contra um centro judaico na mesma cidade, a Amia, no qual morreram, dois anos depois, 95 pessoas.

A morte de Mughniyeh é um duro golpe para o Hizbollah, que responsabilizou imediatamente o serviço secreto israelense pelo atentado e prometeu vingança.