Excelente, a entrevista do dr. Carlos Alberto Rios a uma emissora local, demonstrando preocupação e procurando respostas através da OAB, com as famílias do sargento Propheta e do seu parceiro, que morreram em serviço, quando tentavam deter um motorista infrator.
Em 24/10/07, escrevi nesta coluna: “O calvário do sargento Propheta”. Disse que o salário da viúva seria reduzido quase pela metade, graças a uma política idiota do governo, que só concede aumento salarial para os policiais da ativa. Fico indignado, na verdade estupefato, com o que está acontecendo com aquelas famílias, pois já se passaram mais de quatro meses e ainda não receberam o que lhes é devido, como promoção por ato de bravura, seguros etc...
Deve-se lembrar, que esse dinheiro é assegurado por lei a estas pessoas, portanto, o governo não faz mais que a obrigação em pagá-las. Não quero fazer qualquer tipo de comparação, mas deve-se analisar dois pontos... 1.º) O descaso do governo, que “empurra com a barriga”, deixando passar quase meio ano para acertar a situação daquelas famílias. 2.º) A atenção imediata, que se deu à família do menor morto por policiais, com até o governador se manifestando no sentido de indenizar a mãe daquele adolescente.
Lembro-me de um artigo, que o sr. Roque Ferreira escreveu neste jornal há algumas semanas. Como título: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, e ironiza em seguida: “Será?!...” Tal ironia, em razão da desastrada atuação dos seis policiais na ocorrência em que resultou a morte do menor Carlos Rodrigues Júnior em 15/12/07.
Descarrega “um caminhão de melancias” em cima da Polícia Militar, como: “A diferença de policiais e marginais é imperceptível”. Ou: “A classe mais abastada aceita a polícia corrupta, pois esta protege seus filhos”. Na ocasião, fui totalmente contra essa manifestação, chegando a enviar meu pensamento para esta coluna, que infelizmente não foi publicado.
Minha indignação prendia-se ao fato do sr. Roque Ferreira generalizar, esquecendo-se dos excelentes serviços prestados pela polícia à sociedade. De qualquer maneira, de certo modo, tenho que concordar com o sr. Roque Ferreira. Nem todos são iguais perante a lei. Se o fosse, as famílias do sargento Propheta e seu parceiro, não estariam passando necessidades financeiras, precisando da interferência de um advogado, por sinal brilhante, para que aquelas famílias recebam o que lhes é de direito por lei. Volto a afirmar: “Nem todos são iguais perante a lei!”...
Luiz Carlos Pasquarelo