São Paulo - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu ontem a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o gasto com os cartões corporativos do governo federal. “O governo acha que a CPI é importante”, disse após evento de abertura do curso de mestrado em Agroenergia na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo. “O governo não teme qualquer investigação.”
Para Dilma, o uso irregular dos cartões corporativos não deve ser usado como motivo para acabar com ele, e sim para aperfeiçoá-lo. “O governo acha que o cartão é uma grande forma de tornar mais claro o controle dessas pequenas despesas”, disse. Porém, deve ser impedido o saque e ampliado o limite de gasto.
“Em 2001, essas despesas (com pequenos gastos) estavam em R$ 233 milhões. Hoje está em R$ 177 milhões. E estaria menor ainda se não fossem dois censos (...) mais o Pan (Jogos Pan-Americanos do Rio) e toda a segurança do Pan que houve necessidade de pagar com dinheiro corrente”, explicou Dilma.
A ministra-chefe ainda cutucou o governo estadual de São Paulo - liderado pelo oposicionista José Serra (PSDB) - na questão dos cartões corporativos. "Gostaria que vocês comparassem. O gasto da União com pequenas despesas é de R$ 177 milhões. (...) Em São Paulo é R$ 108 milhões. Olhem proporcionalmente. Nós cobrimos do Oiapoque ao Chuí”, disse.