08 de julho de 2026
Regional

Jaú é referência para aplicação do CTB

Dayran Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú – Após uma década de convívio com o novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é inegável que a regulamentação não apenas trouxe avanços ao tráfego de veículos, seja nas rodovias, seja no perímetro urbano das cidades, mas também teve o mérito de trazer à tona um tema fundamental para o País, onde a frota de veículos apresenta acentuado crescimento ano a ano. O drama das mortes no trânsito a cada período de feriado prolongado – e no Brasil são muitos – como o da Semana Santa que se aproxima, impõe sempre uma preocupação com a infra-estrutura das estradas e de vias urbanas, com a condição de rodagem de veículos e, principalmente, com os motoristas que, a despeito de leis, são os protagonistas do trânsito.

Carlos Alberto Martinello, presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Potunduva (Conseg), distrito de Jaú, percorre as ruas e avenidas jauenses todos os dias e confirma o que as pesquisas apontam. “O trânsito de Jaú melhorou”, afirma. “Houve melhorias na sinalização e um aumento no número de rotatórias e semáforos. Tenho a impressão que os motoristas passaram a respeitar mais as normas. O comportamento mudou”, fala.

Segundo a assessoria de comunicação da administração municipal, logo após a implementação do CTB houve queda nos acidentes no cenário nacional, principalmente, os de maior grau de severidade. No entanto, essa tendência nacional se inverteu a partir do ano 2000, quando o número de vítimas fatais aumentou e se manteve até os dias atuais. No entanto, Jaú reagiu de forma inversa às tendências, pois de 1997 a 2001, enquanto os dados nacionais apresentavam quedas, o número de acidentes na cidade continuava no mesmo patamar do período anterior ao CTB. Os números só começaram a cair a partir de 2001, quando o município assumiu, de fato, a gestão do trânsito. A legislação em vigor nacionalmente só passou a surtir efeitos práticos quando os municípios assumiram a responsabilidade (como determina o Código) da coordenação do tráfego em suas vias.

Desafios

Quando questionada sobre quais desafios a secretaria de Transportes e Trânsito ainda têm pela frente, Magaly não exitou em responder que o maior deles é manter os índices em queda. “Esta é a parte mais difícil, ainda mais diante do fato de que a frota de veículos aumenta a cada ano”, fala. “E, o número de motocicletas (veículos que costumam ocasionar acidentes mais severos) também tem aumentado significativamente”, completa.

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Jaú informou que em abril de 1997 a frota de motos jauense era composta por 6.521 unidades e passou para 16.101 em dezembro de 2007. Estes dados revelam que esta frota cresceu 247% no período de 11 anos. Neste mesmo período, a população cresceu 18,4% e a frota total de veículos em Jaú 60%. Houve um aumento na porcentagem de motocicletas na composição total da frota de Jaú, que chega hoje a 25% do total de veículos, enquanto no cenário nacional este número é 19%.

Quanto a projetos futuros, a secretaria de Transportes e Trânsito pretende realizar campanhas educativas voltadas, principalmente, para veículos com duas rodas, desenvolver trabalhos de conscientização com jovens e investir em sinalização vertical e horizontal, que já têm apresentado bons resultados.