10 de julho de 2026
Regional

PV quer medidas enérgicas contra desmatamento na floresta amazônica


| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A bancada federal do Partido Verde (PV) participou, na última terça-feira, de audiência em que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi cobrada a respeito de medidas de combate ao desmatamento da Amazônia.

Além de apresentar explicações sobre as providências que estão sendo adotadas pelo governo, a ministra ouviu do grupo sugestões para ampliar as medidas de forma a incluir o diálogo político e a educação ambiental nas regiões de maior criminalidade ambiental, estendendo as medidas antidesmatamento também para outros biomas ameaçados como Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado e Pantanal.

Atendendo ao convite da ministra, compareceram à audiência no Ministério do Meio Ambiente todos os 14 deputados federais: Sarney Filho (MA, líder da bancada), Paulo Tóffano (SP, vice-líder), Marcelo Ortiz (SP), Edson Duarte (BA), Roberto Santiago (SP), Dr. Talmir (SP), Dr. Nechar (SP), Edigar Mão Branca (BA), Fernando Gabeira (RJ), Antônio Roberto (MG), Ciro Pedrosa (MG), Fábio Ramalho (MG), José Fernando Aparecido de Oliveira (MG) e Lindomar Garçom (RO).

A bancada discutiu com a ministra um documento, que foi entregue na segunda-feira à noite ao ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e ao líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), com as reivindicações do partido para reduzir o desmatamento.

As sugestões do documento incluem um pacto pelo desmatamento zero. A proposta já foi lançada na Câmara no ano passado, com o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista e de organizações não governamentais, como o Greenpeace, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e a Conservação Internacional.

O deputado Paulo Tóffano (PV) explica que o objetivo do pacto pelo desmatamento zero é estabelecer um compromisso entre setores do governo e da sociedade brasileira para a adoção de ações que garantam a conservação da floresta amazônica. “O pacto estabelece metas a serem atingidas nos próximos sete anos, visando beneficiar os meios de vida local e global, bem como apoiar o desenvolvimento regional e nacional”, destaca.

Marina Silva admitiu que enfrenta problemas para implementar a política ambiental traçada pelo MMA. Ela citou o caso de Rondônia, onde o governo estadual não aceita a política federal e se baseia nas leis estaduais para implementar os programas.

O deputado Garçon (RO) argumentou que em décadas anteriores foi o governo federal, através do Incra, que condicionou o recebimento do título da terra ao desmatamento de 50% das glebas. Também se queixou da inoperância do Incra no Estado.