Pelos lados do Democratas, a situação é a seguinte: o partido já tem seu pré-candidato a prefeito e espera que o PMDB forme a chapa majoritária, encabeçada por José Clemente Rezende. A preferência do DEM é que o vice seja do PMDB, mais precisamente o secretário de Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho.
No entanto, o pré-candidato prefere não falar em nomes para vice enquanto a coligação não for definida. Segundo ele, existe a aproximação com o PMDB, mas há conversas com outros partidos. Por isso mesmo, a definição do candidato a vice-prefeito só deve sair depois de definidas as legendas que farão parte da coligação. “As conversas com o PMDB estão bem adiantadas, mas há conversas com outros partidos e nós esperamos que esses outros também venham somar nessa aliança”, salientou.
Já o PMDB se reuniu ontem, mas não definiu nada com relação às eleições municipais. O encontro do diretório municipal foi parte da preparação para o congresso estadual do partido que será realizado em 5 de abril. De acordo com o presidente do PMDB, Alex Gasparini, a próxima etapa é promover o congresso regional, dia 8 de março, com a participação dos 45 diretórios que fazem parte da região de Bauru.
Sobre eleições municipais, Gasparini afirmou que a intensidade das conversas devem aumentar, mas por enquanto ele não acenou positivamente sobre uma possível coligação com outra sigla, seja com candidatos a prefeito ou a vice. “Temos consciência que o PMDB será o grande articulador para fazer frente ao candidato do PSDB”, declarou.
Enquanto a articulação para as eleições não avança, o PMDB define o rascunho para preparar o plano de governo no âmbito geral. O diretório municipal aprovou alguns tópicos que serão levados aos congressos regional e estadual. Entre eles, o apoio à fidelidade partidária, com perda do mandato, voto distrital com lista elaborada pelo partido, manutenção do presidencialismo e financiamento público de campanha.
O partido quer implantar, nas cidades onde for governo, a secretaria de meio ambiente, guarda municipal para cidades acima de 300 mil habitantes, laboratórios de especialidades médicas para centros de saúde nos bairros das cidades com mais de 500 mil habitantes e revisão da progressão continuada na educação.