Jaú - Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas em um grave acidente registrado na madrugada de ontem, em Jaú (47 quilômetros de Jaú). A adolescente Pâmela Abdullatif, 16 anos, morreu após o carro em que ela estava ter batido fortemente contra uma caçamba que estava na avenida Aristides Sobrinho, prolongamento da avenida Tenente Lopes. Com o impacto, a caçamba foi arremessada a cerca de 50 metros do local do acidente.
Além da adolescente, estavam no veículo o condutor João Guilherme Leite, 22 anos, e outros três passageiros: Geison Davi Bertucci, 14 anos, Cristiano Benedito Neves, 20 anos, e Gabriela Ferreira de Azevedo, 13 anos, que teve ferimentos graves e até o final da tarde de ontem permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Jaú. Todos os ocupantes do veículo moravam na mesma rua, no bairro São Crispim, e voltavam de um churrasco realizado no Clube dos Bancários.
De acordo com a Polícia Militar, depois de bater na caçamba de entulho o veículo desgovernado ainda bateu no muro de uma clínica existente no local. Pâmela teve fratura no pescoço e morte instantânea. Ontem, enquanto familiares e amigos aguardavam a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML) para que fosse realizado o velório, todos queriam entender como o acidente aconteceu.
O veículo em que estavam Pâmela e os colegas ficou destruído. Do lado esquerdo do veículo ficaram apenas ferros retorcidos. De acordo com Fábio Abdullatif, pai de Pâmela, o velocímetro do veículo parou na marca de 130 quilômetros. “Sei que foi imprudência deles, mas não quero saber de quem foi a culpa, só quero ter o direito de me despedir da minha filha”, disse emocionado.
Gisele Prado, 16 anos, amiga de Pâmela não conseguiu conter o choro ao ver o corpo da amiga. “Ela era muito boa, era um anjo, não merecia morrer assim, não mesmo”, disse. Rosângela Salvino, amiga da família, assim como o pai da vítima, estava revoltada com a demora na liberação do corpo da menina. “Se ela fosse doadora de órgãos não teria aproveitado nada, devido ao descaso como se trata a morte de pessoa nessa cidade”, dasabafou.