11 de julho de 2026
Esportes

Arrancada: Novatos e veteranos queimam pneu em campeonato de Agudos

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

O ronco dos motores, a fumaça e o barulho fazem parte, mas a velocidade dos automóveis, a adrenalina de frear bruscamente e a potência dos automóveis é certamente o que faz os pilotos se apaixonarem pelo esporte. Ontem terminou a 1.º etapa do Campeonato de Arrancada 2008, do Arrancada Clube Agudos.

Logo pela manhã, cerca de 100 pilotos de vários municípios do Interior do Estado testaram suas máquinas para a competição que começou ao meio-dia. Por volta das 18h saiu o resultado dos primeiros colocados. A competição tem cinco etapas – cada uma delas ocorre uma vez a cada dois meses - e deve terminar só em novembro. Os primeiros colocados ganham troféu e o direito de participar do campeonato do ano seguinte de graça.

São 13 categorias, sendo as mais populares do público a Street Tração – geralmente disputadas por Opalas; a Força Livre, onde até fuscas com motor modificado têm lugar; e o Turbo, com os automóveis mais potentes. Com mais de 350 cavalos sob o capô, alguns carros chegam a atingir até 200 quilômetros por hora de velocidade, levando-os a percorrer os 201 metros da pista em apenas 6,7 segundos (outros 350 metros são usados para a frenagem dos veículos).

O novato André Soler Rúbio, 35 anos, de Botucatu, testou seu fusca totalmente modificado que custou entre R$ 40 mil e R$ 50 mil. Para o piloto que tem uma oficina mecânica, foi um sonho realizado. “Sempre quis ter um automóvel assim e agora conseguimos”, comemora. O fusca preto e vermelho tem motor preparado 2.0 com potência de 380 cavalos. Ele compete pela categoria Força Livre Tração Traseira (FLTT).

O veterano Dagoberto de Almeida também levou seu Gol para a pista, na categoria Turbo A. Ele compete há seis anos, mas tem paixão por automóveis desde criança. “Acho que já nasci com vontade de pilotar. Quando era criança, comecei a me interessar por velocidade com a bicicleta, mas logo descobri que gostava de automóveis”, conta. O carro dele tem motor 2.0 e potência de 606 cavalos.

Além dos pilotos, vários amantes da velocidade foram conferir a prova ontem. Famílias acamparam no local para permanecer durante os dois dias de competição. Alguns até fizeram churrasco improvisado.

O chefe de pista Fábio Alexandre Garcia explica que além de velocidade, um bom piloto precisa de concentração, percepção e reação na medida certa. “O piloto tem que sair na hora exata em que a luz verde acende. Se ‘dormir’ no volante e atrasar meio segundo, pode comprometer sua pontuação. Se for antecipado, queima a saída”, fala.

Um aparelho que funciona como um laser, mas é conhecido como fotocélula fez a ‘medição’ na saída dos pilotos e no meio da pista.

A nova etapa da competição será realizada em abril. Os ingressos para a arquibancada custam R$ 10,00 e a inscrição dos pilotos, R$ 150,00. Mais informações no site http://www.arrancadaagudos.com.br.

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Na pele

A reportagem foi conferir a emoção de participar de uma competição como esta, com direito a capacete e frio na barrida. No segundos que antecedem a largada são decisivos, a concentração do piloto faz toda a diferença, por isso é importante não falar. Quando a luz verde se acende, a adrenalina sobre a mil. Em poucos segundos, o automóvel chega aos 150 quilômetros por hora. Neste momento, a emoção é semelhante a um avião que vai levantar vôo. A sensação dura poucos segundos e em seguida já vem a freada brusca. O piloto também tem que ter precisão e controle para fazer com que o automóvel não rode na pista ou capote.

Ao sair do carro, parece que as pernas ficam ligeiramente “moles”, resultado da adrenalina em passageiro principiante.