A foto que ilustrava
A pagina principal
A mão que ocultava
A desigualdade social
Ao fundo uma pequena casinhola
Em destaque o lábaro estrelado
Triste com o fato que assola
A dignidade de um povo desolado
As lágrimas não molham o semblante
Pois forças não tem para jorrar.
O pranto fica preso sufocante
Realçando a agonia do olhar
Trabalham sob a chuva e o sol
Asseando a mãe natureza
Elevando os compradores de
recicláveis ao rol
Da elite da nobreza e da riqueza
O retorno é miserável
Nem mesmo dá para comer
Como sentir-se sustentável?
Só a Deus tem-se que recorrer
A discriminação é constante
Emprego não consegue impetrar
Pois moram em uma área alarmante,
E não ter o direito de se socializar.
Choro de consternação
Para aliviar a dor da realidade
A pobreza não enfraquece o coração
É ele o seu “amigo” de verdade
Um dia tudo vai se abolir
E vamos chorar de felicidade
A pobreza não vai nos engolir
E nem mesmo nos deixará SAUDADE.
Luiz Antonio de Oliveira