Brasília - O presidente Lula lançou ontem o programa Territórios da Cidadania, que destina R$ 11,3 bilhões para 958 municípios em todo País em 2008. O objetivo do programa é executar ações para reduzir as desigualdades sociais e promover o desenvolvimento por meio de projetos já em execução. No programa, há 135 ações que tratam de desenvolvimento regional e de garantia de direitos sociais em 958 municípios - em 60 áreas com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País.
No total, a previsão do programa é beneficiar 24 milhões de pessoas envolvidas, incluindo comunidades rurais, indígenas, quilombolas e pescadores. As ações envolvem 19 ministérios em projetos que vão desde a construção de estradas ao incentivo industrial e agrícola.
O ministro Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) apelou aos governadores e prefeitos para que contribuam com a meta do governo federal de reduzir os índices de desigualdade social em todo País. “É um gesto ousado, generoso e para escrever a história. Somos muitos e estamos entusiasmados de que será um caminho seguro para alcançar o nosso objetivo”, disse ele, na cerimônia de lançamento do programa, no Palácio do Planalto.
O programa determina ações em parcerias envolvendo os vários projetos já em andamento no País. Na prática, a idéia é executar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf) com a ampliação da assistência técnica, por exemplo. No programa Territórios da Cidadania, a construção de estradas estará associada ao programa Luz para Todos, enquanto a recuperação de assentamento estará sendo realizada com a ampliação do Bolsa-Família.
Durante a solenidade, Lula pediu ao ministro que crie “condições para a sociedade fiscalizar” o programa. Segundo ele, a meta é totalizar 120 áreas com baixo IDH beneficiadas pelo programa até 2010.
O presidente atribuiu a “uma ajudazinha de Deus” o Brasil se tornar credor internacional. Bem-humorado, o presidente disse ainda que além da ajuda de Deus e da sorte, houve “competência” por parte do governo para conquistar este espaço. “Não sei se vocês sentiram o orgulho que eu senti na semana passada. (De) o Brasil deixar de ser devedor para virar credor internacional. (Isso é uma conquista) para quem chegou no governo como nós chegamos, em que a gente não tinha crédito nem para pagar as nossas importações”, disse Lula.
Na solenidade que reuniu ministros, governadores, parlamentares e representantes de entidades civis, o presidente disse que vitoriosos competentes sempre devem contar com a ajuda de Deus e da sorte. “Todos nós temos competência, mas precisou de uma ajudazinha de Deus para que as coisas pudessem dar certo”, afirmou Lula. “Eu não conheço quem vença na vida, se não tiver sorte. E, eu espero que o nosso governo continue com sorte e muita sorte”, disse ele.