09 de julho de 2026
Regional

Principal suspeito de envenenar duas colegas de trabalho é solto em Garça

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Garça - O encarregado-geral Adriano Galeriani, 29 anos, foi solto, ontem, após permanecer 19 dias preso, suspeito de ter matado duas mulheres por envenenamento em Garça (70 quilômetros de Bauru).

O advogado Thiago Ferreira de Araújo e Silva disse, ontem ao JC, que seu cliente permanece como suspeito no inquérito que investiga a morte de Nilsa de Fátima Gouveia Quintanilha, 42 anos, e Luciana Cristina de Souza Santos, 37 anos, no dia 26 de janeiro último. Elas morreram, provavelmente, pela ingestão de café com substância tóxica.

O café “batizado” deixou hospitalizada Marilena de Souza da Silva, 46 anos, que se recuperou.

“Ele continua sendo suspeito, mas ele sequer foi indiciado. Foi ouvido em declarações. Agora, a delegada vai encerrar o inquérito e encaminhar para o Ministério Público. Aí, então é que o MP vai decidir se é caso de indiciá-lo ou não”, salienta.

Silva esclarece que seu cliente prestou depoimento, anteontem, à delegada Márcia Cassoni. De acordo com o defensor, após o depoimento, foi pedido à autoridade policial a solicitação ao Poder Judiciário de um alvará de soltura para Galeriani.

Segundo o advogado, a delegada aceitou com o reforço do argumento de que o suspeito não tem passagens pela polícia, tem residência e empregos fixos e é casado. “Nenhuma prova categórica foi constituída durante os depoimentos de todas as testemunhas do inquérito policial. Toda versão dele foi confirmada pelos outros colegas de trabalho e testemunhas que foram ouvidos”, explica.

O JC procurou ouvir a delegada Márcia Cassoni. No entanto, ela não foi localizada pela reportagem ontem.