10 de julho de 2026
Polícia

Dois vão a júri por tentativas de aborto e de homicídio em 2006


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O vigilante André Luiz da Silva e Delza Aparecida da Silva foram julgados ontem por participação num caso de repercussão em Bauru em abril de 2006 quando um bebê prematuro foi achado dentro de uma sacola jogada no brejo da favela São Manoel. Os dois foram julgados por tentativas de abordo e homicídio – até o fechamento desta edição, os jurados ainda não haviam chegado a um veredito.

Pai da criança, André Luiz tinha relacionamento com Maria Amélia Campos que, na época, expeliu um bebê prematuro do sexo masculino. A criança, que nasceu com 2,5 quilos, ficou por cerca de quatro horas dentro de uma bolsa jogada num brejo na favela São Manoel.

Apesar das circunstâncias, sobreviveu. Seu paradeiro, no entanto, não foi informado para evitar futuros constrangimentos. Na ocasião, o menino foi salvo por policiais militares. Ele foi localizado após Maria Amélia ter dado entrada na Maternidade Santa Isabel com sangramento. Ela contou que estava grávida de dois meses e havia sofrido um aborto. O médico plantonista, no entanto, desconfiou da versão por conta do tamanho da placenta que ainda estava dentro dela e dos ferimentos da vagina. A PM foi acionada.

Pouco tempo depois, os policiais localizaram André Luiz. Questionado, revelou onde havia deixado a bolsa com a criança no brejo. Maria Amélia, André Luiz e Delza, que teria ajudado o casal a fazer o aborto, foram presos. Delza teria cobrado R$ 300,00 para fornecer remédios a Maria Amélia e, assim, provocar o aborto.

Mas a gestante passou mal e o bebê nasceu. Como o quadro piorou, procurou a maternidade. Em contato com Maria Amélia na maternidade, os policiais descobriram que o bebê tinha sido levado por André Luiz e o localizaram. Conforme o JC publicou na ocasião, André Luiz foi convencido a indicar o local onde havia deixado a criança. Difícil, a busca foi auxiliada pelo choro do bebê.