10 de julho de 2026
Bairros

Após boato de tiroteio, escolas retomam aulas ainda sob clima de tensão

Por Luciana La Fortezza | Da redação
| Tempo de leitura: 2 min

Após suspenderem as aulas por dois dias, as atividades na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Waldomiro Fantini e na Escola Municipal de Ensino Infantil Integrada (Emeii) Lílian Aparecida Papassoni Hadad foram retomadas ontem. Nem assim, o clima é de completa tranqüilidade no Parque Santa Cândida.

Um boato de que haveria acerto de contas com risco de tiroteio entre facções rivais esvaziou as duas escolas na sexta-feira passada e na última segunda. O comentário ainda tira o sossego dos moradores. Embora evitem tratar do assunto, alguns admitem temer que a ameaça se concretize.

O medo só não é maior por conta do policiamento ostensivo na região, constatada ontem pela reportagem. Graças a ele, algumas pessoas arriscaram dizer que a situação está normalizada no bairro. No entanto, era só a reportagem se aproximar para vizinhos, que estavam em rodinhas, se dispersarem.

“Não há motivo para a população ficar intranqüila. A Polícia Militar (PM) está no bairro. A Cavalaria está lá e vai ficar por bastante tempo. Não tem porque a comunidade ter medo. A população tem que confiar no trabalho da PM”, alerta o capitão Valter Luís Sales Gonçalves, comandante da 3ª Companhia da PM, responsável pela área.

De acordo com ele, os protagonistas do boato são duas pessoas com passagens pela polícia e que já cumpriram pena. “A Força Tática também esteve no bairro. Nós estamos tentando, através do serviço de informações, identificar as pessoas que estavam querendo se vingar, além daquele que a gente deteve. Mas eles não estão no bairro”, reitera o capitão.

Na opinião do oficial, a sociedade está superdimensionando a questão, que é pontual e envolve apenas dois, três criminosos.

“Nós vamos ficar de 15 dias a um mês, mas não é só este bairro que tem problema. Não tem que ter medo. Viu um cara armado, tem que ligar para a polícia. A gente tenta identificar e prender. A comunidade tem que trabalhar ao encontro da PM e não de encontro. Tem que trabalhar com convergência de idéias”, conclui.

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Início da história

A ameaça de acerto de contas que levou medo ao Parque Santa Cândida começou há uma semana. Numa madrugada, a Polícia Militar foi acionada porque haveria várias pessoas baleadas na rua Lacy Jabur Damião. Quando as viaturas chegaram ao local, encontraram duas pessoas feridas a tiro.

O desentendimento seria entre membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) e pessoas conhecidas por Vermes, por não serem ligadas à facção.

O revide, enfim, teria sido marcado para sexta-feira passada, ainda segundo os boatos. Na tarde do mesmo dia, no entanto, um suspeito de ter feito os disparos foi encaminhado ao Distrito Policial e liberado na seqüência por falta de provas.

Neste caso, no entanto, o desentendimento seria entre pessoas ligadas a facções e não entre as próprias facções.