08 de julho de 2026
Nacional

Arrecadação de impostos bate recorde mesmo sem CPMF

Por Ana Paula Ribeiro | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - O governo federal não pode contar mais com os recursos da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que deixou de existir em janeiro. No entanto, isso não impediu que a arrecadação de impostos crescesse e batesse mais um recorde.

O total arrecadado aos cofres da Receita Federal foi de R$ 62,596 bilhões no mês passado, um crescimento real de 20,02% em relação ao mesmo período de 2007. No ano passado, o governo afirmava que a manutenção da CPMF era prioritária para manter o equilíbrio fiscal - a arrecadação prevista deste tributo para este ano era de R$ 40 bilhões.

Com a derrotada sofrida no Senado Federal, foi alterada a tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que cresceu mais de 80% em janeiro. O imposto passou, na média, de 1,5% para 3,38%. Em janeiro, ele rendeu aos cofres públicos R$ 1,162 bilhão, uma elevação de 89,27% na comparação com janeiro do ano passado.

Apesar do forte crescimento, o aumento do IOF, sozinho, não substitui a CPMF. Em janeiro do ano passado, o extinto “imposto do cheque” rendeu aos cofres públicos R$ 3,705 bilhões - em valores já corrigidos pela inflação. Neste ano, o governo ainda contou com um resíduo da CPMF, referente à movimentação dos últimos dias de dezembro e que só foi repassada pelos bancos no início de janeiro. O repasse foi de R$ 875 milhões. As receitas previdenciárias apresentaram um crescimento de 16,59%, para R$ 13,779 bilhões.