09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Clube Nipo-brasileiro presta esclarecimento


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Recentemente, na “Tribuna do leitor” deste prestigioso jornal, mais precisamente nos dias 19 e 21 deste mês, tomamos conhecimento das manifestações das senhoras Paula Furukawa e Eliana T. Nakata, esta com moção de apoio à primeira e, além de expor o seu ponto de vista, referenciar a situação do artista plástico Marcelo Tanaka. Ambas teceram como cerne da questão a participação dos jovens descendentes de japoneses no convívio sócio-cultural junto ao Clube Cultural Nipo-Brasileiro de Bauru. Segundo elas, a filosofia dos dirigentes não se imbui na integração e participação dos jovens no clube e em suas atividades.

Respeitamos os seus pontos de vista, mas sentimo-nos na obrigação de prestar alguns esclarecimentos. Ambas citam o “Undokai” como atividade de destaque. Ao contrário do que afirma a sra. Paula, o evento do ano passado teve o maior número de participantes em relação a anos anteriores.

Somente para esclarecimento, o clube mantém, além da citada, as atividades de taiko (tambor), kendo (espada), tênis de mesa, futebol de salão e “society”, cursos de canto, de dança, de ikebana (arranjos florais), de “shogui” (xadrez japonês), ensino da língua japonesa, apresentação de “karaokê”, etc.

Destacamos que as cinco primeiras atividades, dadas as peculiaridades, são praticadas, em sua maioria, por jovens descendentes e não descendentes nipônicos. Frise-se, também, que realizamos eventos como festa junina, bom-odori, sukiyaki, yakissoba etc, onde são grandes as freqüências de jovens.

Quanto às festividades do dia 1.º de janeiro, realmente a freqüência é de pessoas de mais idade. Isso tem uma explicação. É um problema cultural. No Japão, destaca-se mais o dia 1.º, onde cada um deseja ao outro um ótimo ano, agradecendo e esperando no ano que se inicia uma convivência harmoniosa como ocorrera no que se passou.

Já no Brasil, país de predominância católica, a festividade concentra mais no Natal. Sem dúvida, os jovens descendentes, na assimilação da cultura, considera o Natal mais representativo do que o dia 1.º de cada ano.

Na comemoração do ano novo, os presentes assinam o Livro Oficial do Registro de Presença. Não localizamos a assinatura da sra. Paula. Talvez tenha ocorrido um esquecimento ou desconhecimento. Quanto à exposição do artista plástico Marcelo Tanaka, não se realizou por um problema de segurança. Como salienta a sra. Eliana, as suas obras têm valores consideráveis, comparados às de grandes artistas.

O Clube não possui nem estrutura e nem pessoas que pudessem, sem nenhum comprometimento, realizar um evento dessa natureza. Finalizando, o Clube Nipo-Brasileiro coloca-se à disposição das senhoras Paula e Eliana para demais esclarecimentos e tem a honra de convidá-las para associarem-se ao clube.

Julio Akio Kosaka - presidente do Clube Cultural Nipo-Brasileiro de Bauru