Tenho 86 anos, e meu marido Ranulpho tem 92; nascido em Bauru, na rua Tupy, hoje Marcondes Salgado, em 1916. Passei minha adolescência na rua Antonio Alves, esquina com a avenida Rodrigues Alves; mas nunca passei uma noite mal dormida, era um sossego. Ficávamos até às 21 horas passeando pelas ruas da cidade, ou no jardim da praça Ruy Barbosa, onde os namorados sentavam nos bancos, para se encontrarem; ou no cinema.
Moro atualmente na rua Aviador Gomes Ribeiro esquina com a Piauí, e nos fins de semana não conseguimos dormir, por causa de uma “boate” na Duque de Caxias. Jovens rodando em uma fila de três carros, aceleram na rua ao lado de nossos quartos, buzinam, põem o som alto, outros cantam em coro, como se fossem os personagens do “show”.
Telefonei para a polícia, “190”, mas no momento a viatura não podia atender ao chamado. Depois, no espaço de 30 minutos telefonei novamente para a polícia vir pôr ordem e silêncio no trânsito. Finalmente, às 2 horas da madrugada é que deu uma trégua na loucura dos jovens alucinados; a polícia foi até a “boate” e conseguiu acalmar os loucos baderneiros. Há anos estamos enfrentando esse problema de noites mal dormidas, em uma idade na qual precisamos de mais tranqüilidade, especialmente à noite. Quero fazer um apelo às autoridades competentes para que dêem mais atenção aos moradores de nosso bairro que é residencial, ponham um fim a esse problema.
Maura Barros Carvalho