11 de julho de 2026
Cultura

Família e amigos se despedem do artista

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Na noite de ontem, amigos e familiares de Valdir Aparecido Raimundo, o Val Rai, se despediram do ator, performer e diretor. Pegos de surpresa com a morte do artista, muitos representantes da classe cultural de Bauru foram até o velório do Cemitério do Redentor.

Vivaldo Domingos Raimundo, irmão mais novo de Val Rai, lembra da dedicação ao teatro, que o fez deixar a família e o emprego em Bauru. “Ele abandonou tudo e se dedicou somente a isso. Trabalhou com grandes nomes, como Juca deOliveira e Dercy Gonçalves. Fez direção artística para Toquinho. Foi se aprimorar na Espanha e no Japão. Era muito reconhecido”, relata.

O irmão revela que Val Rai foi acometido por uma pneumonia muito forte e foi internado na quarta-feira da semana passada. “Hoje (ontem), ele parecia melhor, meu pai foi visitá-lo, mas foi informado que ele teve complicações e sofreu falência de órgãos”, conta.

Emocionada, a atriz Madê Correia lamenta a morte do amigo. “Perdi um irmão, daqueles que você conta as coisas que não contaria nem para a família. Artisticamente, tínhamos estilos diferentes. Mas ele respeitava o meu trabalho e eu amava o dele”, diz. Amigos há 35 anos, ela destaca a importância do artista em sua vida. “Deixou uma grande luz, uma grande força e a idéia de que não se deve esmorecer e sempre lutar por aquilo que acredita. Era um grande ser humano, íntegro, correto. Um amigo extraordinário”, ressalta.

O secretário municipal de Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre, observa que o teatro perdeu um grande profissional. “É uma perda grande para a cultura de Bauru. Um profissional muito requisitado, com trajetória em São Paulo e no Exterior”, diz.

O diretor do Departamento de Ação Cultural da SMC, Sivaldo Camargo, destaca a importância de Val Rai para o cenário cultural não só da cidade. “Não o vejo somente nos palcos de Bauru. Mas também sua importância em outras áreas. Ele atuava numa linha de teatro, o butoh, que pouquíssimas pessoas desenvolvem”, observa.