07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Atraso nacional

Se a audiência pública de anteontem que tratou das dívidas da administração municipal começou às 9h42 (atraso de 42 minutos), a de ontem (sobre o processo de informatização) estabeleceu novo “recorde” de atraso: teve início às 9h55. Pior: apenas dois vereadores ficaram o tempo todo no plenário: Paulo Madureira (PP) e José Carlos de Souza Pereira Batata (PT).

• Continua na pauta

Aliás, o tema discutido na audiência de ontem deve continuar na agenda da Câmara. Esse foi o recado dado pelo petista Batata. Em dado momento ele chegou a insinuar que alguém estava mentindo: ou a secretária do Bem-Estar Social ou o representante da Fundunesp, sobre serviços realizados (ou não) nessa pasta. Como apenas o membro da fundação estava presente, ele rebateu a crítica.

• Bola fora ao vivo

O vereador Arildo Lima Júnior (PP) deu uma bola fora ontem, na audiência. Enquanto tentava minimizar o embate entre Madureira e Cintrão (da Fundunesp), ele defendeu o papel da Câmara dizendo que a prefeitura é quem devia dar respostas. Mas para isso Arildo afirmou que o secretário de Finanças, Marcos Garcia, tinha de estar presente. Ocorre que, ao contrário dele, Marcos estava desde o início e logo atrás do vereador.

• Crítica à emenda

Aliás, Lima Júnior e Antonio Carlos Garmes (este também ficou por pouco tempo na audiência) tiveram uma pequena rusga ontem. Garmes não gostou da atitude do colega que o criticou por ter incluído, através de emenda, a prefeitura na lei que estabelece prazo de 30 dias para a limpeza de terrenos. Mas tudo não passou de divergência verbal e momentânea.

• Segue influente

O vereador João Parreira (PSDB) há muito não é mais apelidado de líder informal do prefeito na Câmara. Mas parece que continua com força dentro da administração. Depois de ter dito na tribuna, durante a sessão legislativa, que uma boate funcionava por mais de dois anos sem alvará, na avenida Nações Unidas, ontem o local foi interditado pela Seplan. Está no Diário Oficial.

• Quatro anos depois...

E por falar em demora, somente hoje a administração concluiu os processos administrativos sobre a denúncia levantada pela própria prefeitura, ainda em 2004, de que teriam ocorrido irregularidades em serviços prestados pela Seplan em relação a processos de desdobros (desmembramentos) de terrenos. Colocaram servidores na frigideira por quatro anos. Cinco foram absolvidos. Dois suspensos.

• A acusação e o alvo

Os fatos foram levantados pelo governo anterior. O ex-chefe de Gabinete Antonio Marsola até convocou jornalistas para anunciar problemas nos serviços, acusando, na época, que a autorização de desmembramentos favorecia o setor imobiliário. O alvo principal foi João Parreira. Afastaram até uma servidora da função, Regina Helena Silva, agora suspensa por 30 dias no processo administrativo, mesma punição imposta a Aparecido Anselmo Ferreira da Silva, ambos da Seplan.

• Absolvidos no processo

Também conforme a decisão, estão absolvidos no episódio os servidores Maria Helena Rigitano, Evanildo Cherobim Camaforte, Nicola Manoel Serico, Tânia Kamimura Maceri e José Carlso Gomes, todos da Seplan.