São Paulo - A Polícia Federal mineira indiciou três advogados por falsificarem um habeas corpus em favor de seus clientes. Os empresários Emílio Moreira Jardim e Maria Elizabeth Resende Jardim e o filho deles, Marcos Vinícius Resende Jardim, saíram da prisão em janeiro do ano passado graças à falsificação. O documento que os libertou falsificava uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi descoberto pelo ministro Francisco Peçanha Martins, então presidente em exercício do STJ, que não reconheceu a própria assinatura nele.
Os advogados - que não tiveram seus nomes divulgados - apresentaram a falsificação na 2.ª Vara Criminal da Justiça Estadual de Sete Lagoas (MG). O documento dizia que o ministro Martins havia reconsiderado a decisão de outro magistrado do STJ e decidido dar a liberdade aos três. Sem perceber a falsificação, o Tribunal de Justiça (TJ) expediu alvarás de soltura e os três ficaram uma semana em liberdade até se entregarem novamente.
Os três suspeitos haviam sido presos na operação Diamante Negro, que deteve 26 pessoas que, de acordo com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas, desmataram o equivalente a 45 mil campos de futebol para fabricar carvão.