08 de julho de 2026
Geral

Oferta de vagas em Bauru é menor que a demanda

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Para poder fazer parte da Legião Mirim ou do Cips, os adolescentes precisam comprovar que a renda de sua família é baixa. Como a procura é maior do que o número de vagas disponíveis, os que se inscrevem na Legião Mirim passam também por uma prova seletiva.

A Legião atende atualmente cerca de 580 adolescentes. Desses, 300 já são legionários e quase todos estão empregados. Outros 280 precisam passar por seis meses de treinamento, antes de ingressarem no primeiro emprego.

Durante esse período, eles têm aulas de contabilidade, informática, comunicação e expressão, gramática e outras disciplinas. Dependendo da área que o novo profissional vai atuar, ele passa por cursos de arquivista, recursos humanos e telemarketing, entre outros. “O nosso foco é preparar adequadamente o jovem para o mercado de trabalho, porque a disputa é muito acirrada”, afirma o presidente da entidade, Antônio Carlos Martins.

Além do treinamento profissional, os legionários contam também com serviço odontológico, uniforme, corte de cabelo, alimentação, vale-transporte e seguro previdenciário. A cada dois meses, a direção da entidade analisa o boletim escolar de todos os legionários para saber como está o rendimento deles dentro da sala de aula.

No Cips, a seleção ocorre duas vezes por ano, sempre em julho e dezembro. Ao todo, a instituição atende cerca de 1,8 mil adolescentes, entre meninos e meninas. Nos seis primeiros meses, todos que estão chegando passam por vários cursos para que os professores possam observar qual é a vocação de cada aluno.

“Nós queremos saber no que ele é bom, descobrir qual é a tendência profissional dos adolescentes. Só depois disso encaminhamos para o mercado de trabalho”, justifica João Carlos Previdello, presidente do Cips. A entidade mantém atualmente cerca de 600 jovens empregados.

Acompanhamento

Segundo Previdello, as empresas encaminham relatórios mensais sobre o desempenho dos mirins no serviço. Caso haja necessidade, os adolescentes passam por treinamento extra para corrigir alguma deficiência. Além disso, eles recebem acompanhamento nas escolas. “Nós temos notado que as escolas sentem uma diferença muito grande no comportamento dos alunos quando eles passam a fazer parte do Cips”, comenta Previdello.

De acordo com o presidente, quando os atendidos, que são carentes de afeto, recebem um pouco de apoio, a resposta é imediata. “A auto-estima deles melhora bastante e a mudança reflete na vida que eles levam. Isso é muito gratificante”, diz.

A exemplo da Legião Mirim, o Cips também oferece uma série de serviços que vão além da inserção no mercado de trabalho. Lá, os adolescentes têm acompanhamento de assistentes sociais, psicólogos, fonoaudiólogos, dentistas, pedagogos, professores de capoeira, de educação física, de jazz, de street dance e tênis de mesa, além de outras atividades. “Tem crianças que melhoram a auto-estima por meio do esporte”, revela Previdello.