A praticidade do computador deve ser deixada de lado na hora de fazer a redação e dar lugar ao papel e lápis. “Para uma geração totalmente adaptada à informática pode ser meio estranho ter de usar papel, mas é necessário para treinar para o vestibular’’, avalia a professora Betânia Tenório Soares da Rocha, que defendeu mestrado na Universidade Federal do Ceará sobre a escrita e o uso do computador. “As idéias são elaboradas de forma igual, mas o espaço usado para expressá-las é diferente. O teclado é mais ágil.’’
“Escrever no computador é mais rápido e prático para editar e organizar o texto’’, concorda Beatriz Leite Kyrillos, que prestou vestibular para o curso de direito. Para treinar, ela fez as redações para o cursinho à mão.
Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, lembra ainda da facilidade do corretor ortográfico do computador. “O domínio gramatical e da norma culta também é avaliado. O estudante tem de saber identificar sozinho os erros de ortografia e acentuação.’’
E como o tempo pode ser decisivo para um bom desempenho na redação, o relógio deve estar sempre por perto, recomenda a coordenadora de português do Etapa, Célia Passoni. “É fundamental que o tempo seja contado quando o estudante for fazer a redação. Ele deve ficar atento ao relógio e tentar concluir o texto dentro de um prazo, que pode ser de uma hora a uma hora e meia. O treino tem de ser como se fosse para valer’’, afirma.
Diego Maciel Gava conta que não olha o tempo quando faz a redação em casa, mas tenta manter o ritmo. “Escolho um lugar sossegado e me concentro’’, afirma o vestibulando, que pretende estudar ciências ou engenharia da computação.