O trabalho de conclusão de curso (TCC) de dois estudantes das Faculdades Integradas de Bauru (FIB) identificou os principais problemas enfrentados pelos clientes de instituições financeiras em Bauru. Após consultar 183 pessoas em diversos pontos da cidade, eles concluíram que as filas em bancos e cobranças indevidas são o que mais atormentam os clientes.
O projeto foi desenvolvido pelos estudantes do quarto ano do curso de administração Lia Regina da Graça Leite Bortoni e Luiz Daniel Brossi, durante o ano passado, sob orientação do coordenador do curso, Carlos Henrique Carobino. Foram disponibilizados 210 questionários para correntistas, dos quais 183 responderam.
O ponto de partida para o TCC foi a importância econômica do sistema financeiro na sociedade. O trabalhou abordou, através de uma série de questões, como os usuários analisam os serviços bancários.
O resultado mostrou que, embora as instituições financeiras de Bauru tivessem obtido nota sete dos clientes, em uma escala que vai de 0 a dez, há valores que afetam a imagem dos bancos. “Um dos pontos negativos foi a questão das filas”, afirma Lia.
O atendimento também foi alvo de críticas dos usuários. O motivo mais alegado é o despreparo dos funcionários. Outro resultado mostrado pela pesquisa foi a descaracterização da função de bancário ao longo do tempo. “Eles se tornaram meros vendedores de produtos e serviços em razão das metas que os bancos têm que cumprir”, comenta.
As tarifas bancárias, segundo o estudo, não estão identificadas de modo claro para o correntista, o que também desagrada aos clientes. A conclusão do trabalho será enviado à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
“Tentaremos colocar isso para os órgãos de classe, pois foi uma pesquisa com embasamento científico”, esclarece o orientador da monografia, Carlos Henrique Carobino. Para ele, os bancos precisam investir não somente na área de tecnologia, mas também em treinamento de recursos humanos. “O objetivo é mostrar para os bancos como anda sua imagem e os pontos que podem ser melhorados”.
A lei municipal de Bauru que disciplinava o tempo máximo de espera em bancos, que entrou em vigor em 2005, foi declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça em outubro do ano passado em resposta a mandado de segurança coletivo impetrado pela Febraban.