10 de julho de 2026
Internacional

Gaza já registra 68 palestinos mortos

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Gaza - Ao menos 68 palestinos foram mortos desde anteontem em razão das operações israelenses na faixa de Gaza. Grande parte das vítimas é formada por civis, incluindo mulheres e crianças, segundo serviços médicos da região.

A operação de Israel na faixa de Gaza é uma retaliação aos disparos de foguetes pelo grupo extremista palestino Hamas. As incursões israelenses na região tornaram anteontem o dia mais sangrento para os palestinos desde a última intifada contra a ocupação israelense, no início de 2000.

Não há certeza sobre o número total de vítimas na região em razão dos confrontos nos últimos dois dias, mas alguns analistas estimavam a quantia, até o fechamento desta edição, em 68 palestinos.

Por conta da ofensiva de Israel, milhares de palestinos foram às ruas ontem em várias cidades e acampamentos de refugiados da Cisjordânia para denunciar a operação israelense na faixa de Gaza. Houve vários incidentes com as forças israelenses durante a manifestação.

Cerca de 20 palestinos foram atingidos por disparos de balas de borracha, segundo fontes palestinas. Comerciantes de Jerusalém Oriental - e em especial da cidade velha -, fecharam suas lojas numa demonstração de solidariedade para com os moradores da região. Foram decretados três dias de luto.

Em Nablus, cerca de 4.000 pessoas, entre elas muitos estudantes, fizeram uma. Em Ramallah, a manifestação reuniu 2.000 pessoas com bandeiras verdes do Hamas, movimento que controla Gaza desde junho de 2007 e flâmulas amarelas do Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Abbas suspendeu ontem todos os contatos com Israel para protestar contra a ofensiva em Gaza. “As negociações estão suspensas, assim como todos os contatos em todos os níveis, pois a agressão israelense não tem nenhum sentido”, afirmou o porta-voz Nabil Abu Rudeina, em comunicado.

Já o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou que a ofensiva militar na faixa de Gaza não será interrompida “nem por um segundo”. A afirmação foi feita durante a reunião semanal do gabinete de ministros. Ele responsabilizou os grupos armados palestinos pelos ataques com foguetes contra localidades do sul de Israel.

Anteontem, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, condenou os ataques os considerou “desproporcionais e excessivos”, assim como os lançados pelos radicais palestinos contra cidades e civis de Israel.

Já o Egito decidiu abrir a fronteira com Gaza para permitir a entrada de feridos em seu território e o envio de acessórios médicos à região. Pelo menos 300 palestinos vindos de Gaza cruzaram a fronteira para obter ajuda. A maioria apresenta ferimentos por disparos de armas.