09 de julho de 2026
Geral

Obra já exigiu 26h seguidas de trabalho


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Apesar dos pequenos dissabores cotidianos, Célia e Maria José garante que adoram o trabalho que desempenham. Tanto, que já chegaram a atravessar a madrugada no batente. “Na véspera da inauguração da nova ala do shopping, nós duas trabalhamos 26 horas seguidas, porque tínhamos outras obras para tocar durante o dia. A gente não mede esforços”, comenta Zeza.

O empenho é tamanho que, há mais de 15 anos, quando começaram a engrenar trabalhos consecutivos na empresa que comandam, não conseguiram mais desfrutar de férias, segundo revela Célia. “Não há como programar um mês de descanso, porque a concorrência é grande e, se a gente parar, pode perder clientes”, observa.

Mas elas nem fazem questão de uma pausa, já que, até mesmo nos finais de semana, inventam pequenas reformas dentro de casa. “É legal, a gente inventa de mexer e fica o dia inteiro. Uma hora é mudar a cor, outra é trocar o gesso”, empolga-se Célia.

Ocupadas em tempo quase integral com o que mais gostam de fazer – trabalhar, Célia e Zeza contam que pouco tempo sobra para o que a maioria das pessoas costuma classificar como momentos de lazer. “Eu ainda gosto de ir a barzinhos, mas a Célia quase não sai de casa”, diz Zeza.

Morando juntas há 24 anos, elas delatam uma a outra quando a reportagem as questiona sobre o que ainda sobrou de vaidade em um ambiente de trabalho tão masculinizado. “Eu já fui muito feminina, mas hoje não mais. Só uso um creme e passo óleo no corpo depois do banho. Já a Zeza não tem nenhuma vaidade”, diz Célia.

A sócia concorda. “Se eu usar salto, minha filha, vou dar vexame. As pessoas exigem que eu me cuide mais, mas isso não me faz mudar meu jeito. O que me importa é que sou uma profissional bem sucedida. O meu negócio é ficar à vontade para poder trabalhar”, conclui.