As informações dadas pelo representante da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp), Luciano Pezza Cintrão, sobre possível “sumiço de dinheiro” (nos dados) por ocorrência de falha do sistema de informática do programa de Refinanciamento Fiscal (Refis) da Prefeitura de Bauru repercutiu na sessão de Câmara realizada ontem.
Os vereadores pediram investigação tanto ao Executivo quanto através do próprio Legislativo, através da Comissão de Fiscalização e Controle. No último dia 29, durante audiência pública convocada pela Prefeitura de Bauru para tratar do processo de informatização na administração local, Cintrão comentou que havia possibilidade de que contribuintes que aderiram ao Refis tenham sido beneficiados por problemas no sistema e, com isso, não tenham pago parte da dívida original.
O presidente da Casa, Paulo Madureira (PP), ressaltou que o trabalho da Fundunesp foi bem realizado, mas que a reunião foi agitada por causa das afirmações do representante da fundação quanto ao sistema de informática da prefeitura. Ele afirmou que a Comissão de Fiscalização e Controle tem de pedir explicações e que o ex-secretário de Finanças Edmundo Albuquerque, em cuja gestão a empresa foi contratada, precisa esclarecer a questão. Arildo Lima Júnior (PP) também defendeu a presença de Albuquerque na sede do Legislagivo a fim de dar explicações.
Luiz Carlos Rodrigues Barbosa (PTB) foi além, ao sugerir a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para averiguar o fato relatado por Cintrão. Para João Parreira (PSDB), o representante da Fundunesp é um “espertalhão”, porque conhecia o sistema de informática quando de sua implantação e não falou sobre o problema anteriormente. O colega de partido Marcelo Borges teceu o mesmo comentário. Presidente da Comissão de Fiscalização e Controle, Parreira ressaltou que a Câmara deve apurar o fato.
Antonio Carlos Garmes (PTB) solicitou que a comissão investigue a fundo e que tente buscar o dinheiro, caso se confirme a falta de pagamento do Refis. Na opinião de Alex Gasparini (PMDB), não houve má-fé da administração municipal no processo de contratação da Fundunesp, no entanto, disse que a Câmara deveria investigar o caso.
Segundo o vereador José Carlos de Souza Pereira Batata (PT), a prefeitura informou que iria fazer uma sindicância para apurar os fatos comentados por Cintrão. Na audiência realizada na última sexta-feira, tanto o atual secretário municipal de Finanças, Marcos Roberto Garcia, quanto responsável pela área de informática da prefeitura, Davi José Françoso, afirmaram que os problemas relatados pelo representante da Fundunesp não ocorreram.