Duas moções de autoria do vereador Alex Gasparini (PMDB), protocoladas na Câmara Municipal, criticam a privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e o atendimento dado pelas operadoras de telefonia.
A moção de repúdio contra a venda da companhia geradora de energia elétrica foi endossada por mais 11 vereadores. A exceção ficou por conta dos três membros do PSDB (João Parreira, Marcelo Borges e Benedito da Silva). A explicação é que o processo de privatização está sendo tocado por um tucano, o governador paulista, José Serra.
Segundo Gasparini, a concretização da venda trará prejuízos ao consumidor, com um possível aumento na conta de luz, e aos funcionários, com risco iminente de demissão. “Antes destas privatizações o setor energético empregava cerca de 25 mil trabalhadores e hoje são cerca de 5 mil empregados”, citou o vereador.
Na galeria da Câmara compareceram quatro representantes do Sinergia-CUT, os quais fizeram lobby para que os legisladores assinassem o documento.
Segundo a moção de Gasparini, o leilão está marcado para o próximo dia 25. O vereador criticou que há descaso onde a gestão passa para a iniciativa privada, em certos casos com baixa qualidade na prestação do serviço e preços altos.
A respeito da moção de repúdio contra a as operadoras de telefonia, todos os membros da Casa de Leis a assinaram. Gasparini apresentou o documento porque, segundo ele, as empresas deixam a desejar quanto ao atendimento ao público.
O vereador José Carlos de Souza Pereira Batata (PT) defendeu a iniciativa do colega. Na sua opinião, a questão da energia é de segurança nacional e por isso deveria ficar na mão do Estado. Com relação às operadoras de telefonia, disse que são as campeãs de reclamação no país todo.