10 de julho de 2026
Geral

Dise apreende 56 pedras de crack que seriam comercializadas no local

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Ao todo, 56 pedras de crack estavam prontas para serem vendidas e também consumidas entre as imediações da rua Borba Gato até a Praça do Líbano. Elas foram apreendidas pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecente (Dise), na madrugada de ontem, numa operação que flagrou não apenas o tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ela também resultou no indiciamento de cinco pessoas por favorecimento à prostituição, perturbação da tranqüilidade e vadiagem. Duas adolescentes responderão por ato infracional pelos mesmos problemas.

Segundo a titular da Dise, Rejani Borro Tiritan, a grande movimentação no local era investigada há dois meses. Desde então, a polícia confirmou a prostituição, o tráfico e o uso de entorpecente, inclusive com o envolvimento de adolescentes.

“Foi difícil porque nós tínhamos de identificar quem era quem. Se fizéssemos uma incursão e não encontrássemos a droga, cairia por terra o nosso trabalho”, explica. Para evitar frustrações, equipes da Dise observaram e se infiltraram para levantar dados. Constataram que um rapaz moreno era responsável pela distribuição da droga a algumas pessoas que ali permaneciam fazendo a venda e consumindo.

Outras aproveitavam o ponto “apenas” com vistas à prostituição. “Observavam que veículos paravam no local, faziam breve contato com as moças, sendo que alguns logo saíam. Outros levavam a mulher que teriam feito o contato, retornando depois. Alguns ainda iam a pé até a Praça do Líbano, onde o rapaz moreno costumava ficar.

Buraco

Trata-se de Jonatan Willian Gomes Napoleão, abordado, na madrugada de ontem, na rua São Gonçalo, em frente ao número 2-20. Num buraco, próximo à sarjeta, estavam 56 pedras de crack, divididas em seis grandes invólucros de plástico branco. Napoleão, conhecido por “Sombra”, foi seguido pela equipe da Dise, quando deixou a Praça do Líbano e subiu a avenida Nações Unidas, sentido Centro/bairro.

Além dele, uma outra mulher loira, aparentando 25 anos, de estatura mediana também fazia contato com as mulheres do ponto, sem nunca sair com nenhum veículo. Ela conseguiu deixar o local antes de ser identificada. Não foi o caso de Raquel Graziela da Silva. Grávida, ela só mantinha contato com motoristas de veículos e pedestres, não fazia programas.

Pelo modo como agia, foi indiciada por tráfico, associação para o tráfico, com o agravante de envolver menor, assim como “Sombra” e Peterson Fogaça Manhani. Esse último teria tentado fugir, mas foi encontrado no cruzamento da avenida Rodrigues Alves com a rua Antonio Alves, com sete pedras de crack. Antes de ser flagrado, foi visto na Praça do Líbano com um adolescente de 14 anos, que estava com R$ 40,00.

O garoto foi conduzido ao Núcleo de Atendimento Integrado da Fundação Casa (antiga Febem), Manhani e “Sombra” para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru e Raquel para a Cadeia Pública de Avaí.