Em reforma desde o ano passado, os prédios que abrigavam os prontos-socorros do Núcleo Mary Dota e da Vila Ipiranga deverão ser entregues à população até o final do semestre. Mas serão reabertos como pronto-atendimento (PA), unidade de saúde que atende pacientes que não corram risco de morte. Nestas unidades, o usuário pode ser medicado ou encaminhado a um ambulatório, por exemplo.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Mário Ramos, se não houver mais atrasos, a expectativa é inaugurar as unidades até o meio do ano. “A idéia é que se termine neste semestre. As obras são fiscalizadas pela prefeitura”, afirma. No sábado, representantes de moradores do Mary Dota procuraram o Jornal da Cidade para criticar a demora na entrega da unidade.
A intenção da secretaria é desafogar o Pronto-Socorro Central (PSC) com quatro unidades espalhadas pelos bairros. No Jardim Bela Vista, já foi entregue um pronto-socorro. No Mary Dota, Geisel e Ipiranga, a expectativa da pasta é a inauguração de prontos-atendimentos, que ainda não possuem horário de funcionamento definido, mas de acordo com Ramos, atenderão a população nos horário de maior demanda.
Cada unidade também será base de uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Nos planos da secretaria para este ano, ainda estão a reforma das unidades básicas do Centro, Vila Dutra e do Núcleo Geisel.
“Nossa idéia é adequar as unidades de saúde, melhorar equipamentos e mobiliários, investir em infra-estrutura, material de consumo e capacitação de profissionais”, destaca Ramos.
População
Representantes de moradores do Jardim Chapadão, Jardim Mendonça, Vila Rossi, Núcleo Mary Dota, Parque Vista Alegre, Jardim Pagani e Jardim Godoy procuraram o Jornal da Cidade para criticar a demora na reforma da unidade de saúde.
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Leste/ Norte de Bauru, Michel Miguel Júnior, destaca que em todas as reuniões da entidade, os moradores questionam a demora. “A prefeitura fechou para reformá-lo e disseram que seria inaugurado em novembro. Se passaram 90 dias e, até agora, nada. Só queremos uma posição da prefeitura”, diz.