08 de julho de 2026
Geral

Demora é reflexo da falta de pediatras

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Segundo o diretor clínico do Pronto-Socorro Central (PSC) e pediatra do PAI, Felinto dos Santos Neto, a falta de pediatras é a principal explicação para a deficiência no atendimento às crianças que procuram o local. Ele explica que, nos últimos cinco dias, houve um aumento de aproximadamente 50% na demanda, mas alega que a variação é sazonal e não tem uma causa específica.

No entanto, ele reconhece que o PAI deveria estar preparado para dar conta do crescimento, mesmo que momentâneo, do número de pacientes. Ele afirmou que, pela manhã, havia três pediatras trabalhando; no período da tarde, três; e, à noite, outros dois profissionais estariam prestando atendimento.

“A escala oficial são de quatro pediatras por período. Mas já faz uns cinco anos que ela não é cumprida”, revela. A dificuldade em preencher o quadro seria motivada pelo desinteresse dos profissionais desta especialidade em prestar os concursos públicos promovidos pela Secretaria Municipal de Saúde, por considerarem os salários oferecidos muito baixos.

O diretor clínico ressalta que, no final do ano passado, a prefeitura teria tentado contratar mais pediatras, mas apenas uma médica teria se inscrito. “Ela foi aprovada, mas não assumiu até hoje. Há médicos deixando o pronto-socorro, mas ninguém é contratado no lugar”, frisa.

Ainda ontem, de acordo com Santos Neto, a chefia do PAI teria acionado mais dois pediatras, que deveriam chegar às 23h para agilizar o atendimento.