Embora o procedimento possa ser feito durante o processo, já no decorrer do inquérito será possível verificar se a dona de casa Rosa Maria Floriano, 31 anos, tem condições de entender as dimensões do crime que cometeu ao seqüestrar, na semana passada, o recém-nascido Carlos Daniel de Moraes da Maternidade Santa Isabel.
A delegada Luciana Claro Rodrigues da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde o inquérito foi instaurado por envolver um bebê, pedirá à Justiça o chamado incidente de insanidade mental. Ele é requerido e autorizado quando existe dúvida quanto à integridade mental do acusado.
A delegada ainda ouvirá quatro testemunhas do caso e a mãe da criança levada, Indaiá Souza, 16 anos. Também pretende conversar com a autora, suspeita de ser vítima de gravidez psicológica. Conforme o JC publicou, na última quinta-feira, a dona de casa fugiu da maternidade com um bebê de poucas horas de vida. Seguiu para sua residência, no Parque Jaraguá, onde o recém-nascido foi recuperado.
Ela fez amizade com a família da mãe do menino, que é de Agudos. Rosa teria saído com a criança pela porta da frente da maternidade, pela rua Araújo Leite. Assim que o desaparecimento do bebê foi confirmado, policiais compareceram na instituição. No entanto, foi a cunhada de Rosa que desconfiou da situação e informou à polícia o paradeiro da criança. A dona de casa foi presa.
Em depoimento, Dedé como é conhecida, afirmou que o bebê é filho dela.
Foi autuada em flagrante pelo artigo 237 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por subtração de criança ou adolescente. Foi liberada no dia seguinte. Depois de sair da cadeia, admitiu o erro cometido e aventa a possibilidade de tentar uma adoção, já que sofreu vários abortos consecutivos.