09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Urubus espreitam aeroporto


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O caiporismo que adrede vem dominando certas áreas de Bauru nos últimos tempos é de fazer inveja (se é que azar dá inveja) a qualquer outro município do entorno onde há vinte anos imperávamos absolutos, principalmente na política, cujas marcas fincaram âncora no desenvolvimento na área médica, na área de transportes, na área de energia elétrica, e tantas outras que hoje, malgrado esforços vãos, ficam apenas na lembrança de uma época em que o amor próprio de uma sociedade, era fator preponderante ao bem estar comum de um povo.

Se o leitor, já na casa da melhor idade, retroceder na memória, irá lembrar-se da “novela” em que se transformou a gare central depois que o governo tucano resolveu acabar com a REFESA. Fora isso, o mesmo governo tucano acabou com a CESP. O atual Hospital regional, foi o último a ser inaugurado, depois de 10 anos de obras paralisadas, já que o governo tucano não tinha como não inaugurá-lo. Era o último! O projeto de sua instalação em Bauru foi no governo Fleury. A instalação da Unesp em Bauru não foi uma realização tucana. A duplicação da Rondon não foi uma realização tucana, porém a construção dos presídios existentes na cidade, essa sim, foi uma realização tucana. A proliferação de pedágios por infinitas “SPs” são realizações tucanas. Pedágios caríssimos, se comparados com os preços cobrados nos pedágios das “BRs”. Uma história para mandraquice algum botar defeito (se é que bruxaria seja isento de defeitos).

Da mesma forma, a história das idas e vindas do nosso Aeroporto Moussa Nakl Tobias, aliás o melhor vice-prefeito que Bauru teve nos últimos quinze anos, caminha “pari passu” ao desfecho trágico da nossa gare. Vejamos: idealizado como praticamente a maior obra de um parlamentar que durante vinte anos militou a Assembléia Legislativa, sua construção traspassou governos estaduais até chegar a hora dos tucanos inaugurá-lo. Inacabado na época (acessos rodoviários, torre de controle, ausência de lanchonetes, aérea para operá-lo) a não ser tão somente a “Air-Minas”.

Enquanto a empresa “Pantanal” insistia em operar seus pousos e decolagens no Aeroclube local, a “Air-Minas” operava com suas aeronaves Bandeirantes no novo Aeroporto. A Pantanal somente após muitas delongas passou a operar no novo Aeroporto. Depois dela vieram a “BRA” e a “Ocean-Air”. Em certo momento 4 empresas aéreas estavam operando o nosso Aeroporto, que continuava a não oferecer um padrão de conforto adequado à exigência do consumidor desse tipo de transporte, que cresce ano após ano considerando a regionalização projetada para Bauru. Posteriormente, sob alegação de “manutenção das aeronaves”, a "Air-Minas" desiste de operar em Bauru e atualmente só opera em Belo Horizonte, conforme informa o Jornal de Uberaba.

Em seguida, a “BRA” também deixou de pousar em Bauru e a “Ocean-Air” da mesma forma abandonou os pousos na cidade. Restou então a “Pantanal”, que no dia 26/02 divulgou na imprensa local que “até o final de março” irá oferecer mais duas opções de vôos para São Paulo. Quatro dias depois , em 01/03, a Agência Estado informa que “Dívidas podem tirar Pantanal do ar”. Algo de fétido está no ar. Se servir de consolo, a aérea GOL vai parar de operar no Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, a partir do dia 25 de março. Com a palavra os candidatos ao Executivo e ao Legislativo, que terão um prato cheio para se manifestarem sobre o assunto. Que sina!

Nicanor Amaro Silva Neto