10 de julho de 2026
Polícia

Suspeito foi solto por falta de provas

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Uma tentativa de homicídio ocorrida em 2006 foi arquivada pela Justiça no início deste ano por falta de provas. No processo, o único suspeito do crime que estava preso, Diego Eduardo Leme, afirmou em seu depoimento ao juiz que confessou a participação após ter sido torturado. O tenente Roger Vitiver Soares de Souza, que efetuou a prisão de Leme, foi apontado como o autor da suposta agressão - que também carece de provas para a comprovação.

Porém, o processo da tentativa de homicídio foi arquivado por falta de provas, já que a vítima não reconheceu Leme como participante da ação. Consultado sobre o caso no final do mês passado, o Ministério Público informou que a alegação de tortura contra o servente de pedreiro também requer provas, que não foram apresentadas. E ressaltou que o processo foi arquivado por falta de evidências contra Leme.

Em sua sentença final, o juiz Benedito Antônio Okuno, da 1ª Vara Criminal, pondera que o tenente seria capaz de tortura, já que atualmente se encontra preso pelo envolvimento na morte de Carlos Rodrigues Júnior, 15 anos. O adolescente foi torturado e morreu durante ação policial em sua residência no dia 15 de dezembro.

No texto da sentença, o juiz descreve que as únicas evidências contra Leme se resumem nas provas colhidas no inquérito policial, mais precisamente no auto de prisão em flagrante, efetivada pelo tenente Roger. “(...) O réu alegou ter confessado o crime porque foi torturado no horto florestal. Seria o tenente Roger capaz de praticar tortura? Presume-se que sim, pois hoje ele se encontra preso acusado exatamente de ter matado um adolescente mediante tortura. É claro que este fato ainda não foi apurado, mas é suficiente para anular a prova por ele produzida no auto de flagrante, por falta de credibilidade (...)”, como o relatado na sentença.

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O caso

Há dois, o servente de pedreiro Luiz Carnaval Júnior foi alvejado três vezes no Núcleo Bauru 22. O também servente de pedreiro Diego Eduardo Leme foi detido pelo tenente Roger Vitiver nas proximidades do local do crime. Ele foi denunciado pela tentativa de homicídio. Leme permaneceu preso até ser posto em liberdade provisória em setembro de 2006.